Loggi troca comando e planeja sua próxima entrega: gerar caixa
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A Loggi nomeou Rafael Szarf como novo presidente, substituindo Viviane Sales, com foco na melhoria das operações e sustentabilidade financeira. O chairman Marcel Arins destacou que a empresa não está mais em fase de testes, mas sim em execução, visando dobrar sua participação de mercado, atualmente em 10%.
Szarf, com experiência em logística, terá um papel central na operação, enquanto Arins cuidará de outras áreas. A reestruturação foi planejada em conjunto com Sales, que permanece na empresa em um advisory board.
A Loggi, que já captou mais de US$ 500 milhões, busca atingir o breakeven no segundo semestre de 2023, com um faturamento anual de R$ 1,5 bilhão.
A empresa investirá R$ 100 milhões em tecnologia e pesquisa, visando melhorar a eficiência operacional e a jornada do cliente, sem a expectativa de distribuir dividendos nos próximos dois anos.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Quase cinco meses após anunciar sua nova CEO, a Loggi está novamente mexendo no comando, colocando na direção um executivo que se dedicará exclusivamente na melhora da execução das operações e em atingir a sustentabilidade financeira.
A companhia de logística escolheu Rafael Szarf para ser o novo presidente, assumindo no lugar de Viviane Sales, que, em janeiro, havia sido anunciada como chefe da empresa, depois de ter atuado como vice-presidente de clientes e receitas.
Ao NeoFeed, o chairman da Loggi, Marcel Arins, afirmou que o momento agora não é mais de testar modelos de negócios, mas de executar e deixar de queimar caixa, consolidando o nome da companhia no last mile.
“Temos 10% do mercado e queremos dobrar essa fatia. E como a gente ganha mercado? Com excelência operacional, sendo muito mais focado na operação do que em qualquer outra área da empresa”, diz. “É por isso que trouxemos o Rafael.”
Szarf tem experiência em operações no currículo. Ele tem uma passagem de 11 anos pela British American Tobacco (BAT), parte dela como chefe de logística para as Américas e a África Subsaariana, além de ter sido COO do Zé Delivery, da Ambev, durante a pandemia, quando a operação registrou forte expansão.
A reestruturação da Loggi prevê o desmembramento das funções do CEO. Szarf assumirá como presidente, mas com foco total na operação. Arins ficará responsável por outras frentes, como jurídico e novos negócios, além de finanças, numa demonstração de que, nesta nova fase, o conselho e os investidores estarão muito mais próximos do dia a dia.
A Loggi já captou mais de US$ 500 milhões, segundo o Crunchbase. Entre os seus investidores estão CapSur Capital, Softbank, Monashees e Microsoft. Em sua última rodada, em 2021, o valuation ficou próximo a US$ 2 bilhões.
Managing partner da CapSur Capital e membro do conselho da companhia desde 2021, Arins diz que essa nova fase começou a ser gestada no ano passado, durante a transição para a saída de Thibaud Lecuyer, que foi CEO e CFO da empresa por seis anos.
Ele conta que a reestruturação em curso na Loggi foi alinhada e desenhada em parceria com Viviane Sales, que trouxe Szarf para a empresa. Ele destaca que a ex-CEO não está deixando a empresa e afirma que ela está assumindo uma posição no advisory board da Loggi.
“Entendo que fica a impressão no mercado de que ela foi uma CEO que ficou pouco tempo, mas ela está na empresa há dois anos, sempre em estratégia, e tomou essa decisão conosco”, afirma. “Não foi um movimento pensado para acontecer em um curto espaço de tempo. Eu achava que levaria o ano inteiro, mas foi uma grata surpresa fazer essa troca tão rápido.”
Com 50 plataformas integradas, como Shopify e Nuvemshop, cobrindo 90% do mercado de varejo online no Brasil para pequenas e médias empresas (PMEs), além de parceria com grandes nomes do mercado, a Loggi está concentrada agora em melhorar toda a jornada do e-commerce, passando pela empresa, pelos entregadores e pelo cliente final.
A companhia está investindo na reestruturação da operação, fortalecendo o fluxo de informações relativas aos pacotes e melhorando o processo de sortimento, mesmo diante da capacidade de processar 500 mil pacotes por dia. Também estão sendo feitas mudanças no software que produz as rotas para os entregadores, para agilizar as entregas, além de ajustes em rotas com maior densidade.
A expansão territorial não é vista como urgente, considerando o alcance que a Loggi conquistou. A companhia conta com mais de 250 agências espalhadas pelo Brasil, dez cross dockings e mais de 1,9 mil pontos de retirada e devolução (PUDO, na sigla em inglês). Inclusive, a Loggi está revendo sua base de ativos, promovendo vendas, como foi o caso de duas operações, em São Paulo e no Rio, para o Mercado Livre.
“A companhia precisava ter um controle de execução mais simples e focado e estamos investindo nisso. Vamos controlar cada etapa da operação para saber exatamente onde está cada pacote, qual é o status e por que eventualmente ele voltou, até chegar ao sucesso da jornada do cliente”, diz Szarf.
Com faturamento anual na casa de R$ 1,5 bilhão, a projeção dos executivos é começar a gerar caixa operacional e atingir o breakeven no segundo semestre deste ano, abrindo caminho para deixar de captar novos recursos com os investidores.
“Não pretendemos ser uma empresa geradora de caixa para distribuir dividendos nos próximos dois anos. Temos que ganhar mercado, mas a companhia precisa ser sustentável”, afirma Arins.
Arins diz que a companhia investe cerca de R$ 60 milhões por ano em pesquisa e desenvolvimento, mas admite que teve dificuldade para transformar esses aportes em geração de caixa.
O chairman da Loggi afirma ainda que o plano é investir R$ 100 milhões neste ano em tecnologia de last mile e sortimento, mas, desta vez, vendo o retorno acontecer.