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Bradesco acelera transformação para virar “um banco mais leve”

Por Redação 01 de junho de 2026 3 min de leitura


Depois de nove trimestres consecutivos de melhora nos resultados, o Bradesco tem mostrado ao mercado que pode combinar os negócios físico e digital ao mesmo tempo. E deixar para trás a imagem de banco pesado, dependente de agências e pressionado em rentabilidade.

“Nós somos um grande banco digital, mas com uma grande presença física”, disse Cassiano Scarpelli, CFO do Bradesco, no programa Números Falam.

Produzido por NeoFeed e CNN Brasil, com exibição quinzenal às 19h45 de sextas-feiras no CNN Money, o programa mostrou como a transformação recente do Bradesco passa por inteligência artificial, hiperpersonalização dos clientes, ganho de eficiência e crescimento de receita sem aumento de risco no balanço.

“Viramos a esquina da eficiência. E agora estamos indo para o próximo quarteirão”, afirmou Scarpelli.

Desde a chegada de Marcelo Noronha à presidência do banco, no fim de 2023, o Bradesco vem reduzindo sua estrutura física e conseguindo aumentar a produtividade, com ganho de eficiência.

No primeiro trimestre deste ano, o lucro líquido recorrente do Bradesco chegou a R$ 6,8 bilhões, alta de 16,1% sobre o mesmo período do ano anterior. As receitas totais cresceram 14,1%, para R$ 36,9 bilhões. A margem financeira com clientes permaneceu acima de 9%, enquanto o índice de eficiência caiu para 46,9%.

“Esse foi o nono trimestre seguido que entregamos dentro da cultura do step by step. A transformação não é um evento. É um projeto de cinco anos”, afirmou o CFO do Bradesco.

Nessa estratégia, o Bradesco reorganizou áreas de crédito, reforçou equipes de tecnologia, ampliou o uso de inteligência artificial e reformulou praticamente toda a segmentação comercial.

Segundo Scarpelli, o banco já faz quatro vezes mais horas de desenvolvimento de sistemas do que realizava no fim de 2023.
O banco fazia mais de 1,5 milhão de transações diárias em caixas físicos antes da pandemia. Hoje, esse número caiu para cerca de 90 mil.

No mesmo período, a rede física encolheu. O banco saiu de aproximadamente 7 mil unidades de negócio para pouco mais de 3 mil.

Ao mesmo tempo, usa ferramentas de dados e hiperpersonalização para encontrar oportunidades de crédito dentro da própria base de clientes.

“Não queremos comprar mercado, queremos crescer dentro do nosso fair share”, disse Scarpelli. “Hoje, 99% das nossas transações são digitais. Nós, os incumbentes, também somos bancos digitais.”

O Bradesco segue crescendo em segmentos como financiamento de veículos, consignado e linhas garantidas, mas reforça continuamente que não pretende repetir uma estratégia agressiva de expansão. “O jogo do banco é risco. Você tem que acertar sempre essa margem”, disse o CFO.

Na B3, a ação preferencial BBDC4, a mais negociada do banco, está em queda de 2,2% no ano, mas sobe 10,8% em 12 meses. O valor de mercado do Bradesco é de R$ 176,75 bilhões.



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Redação

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