Pai transforma frustração com a alimentação do filho em negócio milionário
Formado em hotelaria e com passagens por cozinhas, restaurantes e até uma experiência com o chef Alex Atala, Figaro era o responsável pela alimentação da casa. Durante um período de desemprego, ele fazia as refeições da família, incluindo as de seu filho, que estava começando a comer alimentos sólidos. As receitas eram receitadas pela pediatra do bebê, mas rendiam porções maiores do que as consumidas. Figaro, determinado em não jogar a comida restante fora, decidiu congelar pequenas porções em formas de gelo.
Com pouquíssimos recursos, investimento de cerca de R$ 3 mil e o uso do espaço e panelas de sua mãe, Figaro começou as vendas das comidas congeladas em pequenos grupos de WhatsApp e para amigos próximos. No primeiro mês, faturou um pouco mais de R$ 2 mil. No primeiro ano, em 2021, esse número cresceu para R$ 122 mil, muito impulsionado pelo aumento de pedidos de comida por delivery na pandemia.
Em 2022, um aporte de R$ 400 mil na empresa mudou o modelo de negócios da Papai Que Fez. Figaro conta que, com a entrada de nova sócia, Isabella Vasconcellos, uma engenheira química e ex-consultora de grandes empresas de bens de consumo, foi possível profissionalizar mais a empresa, reformular a identidade visual, lançar um site mais robusto e ampliar a estrutura operacional. Hoje, a empresa tem 22 funcionários diretos e presença em mais de 70 pontos de vendas pelo Brasil.
Além do e-commerce e do delivery, a marca também passou a apostar no varejo físico, por meio do formato chamado “baby shops”, e em novos produtos. Atualmente, o portfólio inclui refeições congeladas, snacks, tirinhas de frutas, sucos naturais, chips de legumes e Figaro também prevê o lançamento de uma linha de açaí.
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