Últimas
Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil
IBOVESPA 128.450 ▲ +1,2%
USD/BRL 5,12 ▼ -0,3%
TAXA SELIC 10,5%
ABF INDEX 1.847 ▲ +2,1%
Gestão

Um brasileiro que entende de cafés e chás vai tomar conta da cerveja da Heineken

Por Redação 23 de junho de 2026 6 min de leitura


Ler o resumo da matéria

A Heineken anunciou Rafael Oliveira como seu novo CEO, quebrando a tradição de nomear executivos internos. Oliveira, brasileiro com experiência no setor de bebidas, foi CEO da JDE Peet’s, empresa de café e chás, e liderou a criação de um dos maiores grupos de café do mundo. Com mais de 20 anos de experiência, ele também trabalhou na Kraft Heinz e em instituições financeiras.

A escolha de um executivo externo visa revitalizar a empresa, que enfrenta queda no consumo de cerveja e desafios como inflação e condições climáticas. A Heineken reportou uma queda de 4,7% em sua receita em 2025.

Analistas esperam que Oliveira mantenha a estratégia atual, mas traga uma execução mais rigorosa e novas perspectivas. A empresa planeja cortar 7% de sua equipe global e consolidar operações para reduzir custos. As ações da Heineken subiram 2,48% após o anúncio.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Após algumas semanas de espera, a Heineken anunciou seu novo CEO. E, nesse movimento, a cervejaria holandesa quebrou uma longa tradição ao nomear, pela primeira vez, um executivo de fora da operação.

O escolhido para assumir essa cadeira é um brasileiro. A companhia informou que Rafael Oliveira chega à empresa para um mandato de quatro anos, que terá início em 1º de outubro.

A última experiência do executivo foi justamente no setor de bebidas. Mas numa prateleira, a princípio, bem distante das cervejas da Heineken. Desde novembro de 2024, ele atuava como CEO da JDE Peet’s, empresa de cafés e chás, adquirida em agosto de 2025 pela Keurig Dr Pepper, por US$ 18,4 bilhões.

O acordo resultou na criação de um dos maiores grupos de café do mundo, com marcas como Pilão, Café Pelé e Caboclo no portfólio e uma receita de cerca de US$ 16 bilhões. E, a partir da transação, Oliveira foi nomeado para liderar a Global Coffee Co., companhia aberta que irá reunir essas operações.

Outras passagens do seu currículo reforçam o que a Heineken classificou no comunicado sobre o anúncio como a “capacidade comprovada” do executivo brasileiro de “liderar empresas globais complexas”.

Com mais de duas décadas de experiência, Oliveira esteve por uma década na Kraft Heinz, onde, entre outras posições, atuou como presidente de mercados internacionais, sendo responsável por um portfólio de mais de US$ 7 bilhões. E teve ainda passagens pelo Goldman Sachs, BBA e Banco Icatu.

“Minha família e eu estamos muito satisfeitos com o rigoroso processo de seleção global que levou à nomeação do Rafael como CEO”, afirmou Charlene de Carvalho, presidente do board da Heineken e representante do clã que controla a operação e ocupa cinco dos oito assentos no conselho, no comunicado divulgado na terça-feira, 23 de junho.

Ela reforçou sua crença de que a capacidade comprovada do brasileiro em traduzir estratégia em execução com disciplina, sua forte liderança e sua visão estratégica clara são os atributos necessários para que ele se torne um “excelente CEO” para a companhia.

“Como admirador de longa data da história e do impacto global da Heineken, estou entusiasmado com a oportunidade de liderar essa grande empresa em seu próximo capítulo”, acrescentou Oliveira, que tem dupla nacionalidade – brasileira e britânica – e é também apenas o segundo CEO não holandês a assumir essa posição.

A pressão pela escolha de um executivo de mercado foi justamente um dos episódios mais recentes dessa trama. E o pano de fundo para esse roteiro é um contexto no qual a cervejaria vem enfrentando a redução do interesse dos consumidores pela cerveja.

Como reflexo, a Heineken reportou uma queda de 4,7% em sua receita em 2025, para € 34,2 bilhões. No período, o volume de vendas de cerveja recuou 1,2%, sendo que, na Europa, seu principal mercado, a retração foi de 3,4%.

Nesse cenário, parte dos acionistas entendia que um nome de fora da operação pudesse revigorar a empresa e trazer um olhar diferente sobre esses desafios, que, além da queda no consumo da categoria, passam por questões como os impactos da inflação e condições climáticas desfavoráveis.

Houve, porém, quem discordasse dessa visão e defendesse a escolha de um nome do próprio quadro da companhia, o que traduziria um caminho mais previsível e conhecido no histórico do grupo.

Segundo o Financial Times, nesse processo, dois candidatos internos despontavam como nomes fortes para a sucessão do CEO Dolf van den Brink, que deixou a companhia em maio, antes do prazo previsto. O board entendeu, porém, que eles não estavam prontos para o cargo.

Para analistas ouvidos pelo jornal britânico, a nomeação de Oliveira acaba com as incertezas que pairavam sobre a companhia. “Esperamos que o Rafael dê sequência à estratégia em curso em vez de reformulá-la”, afirmou Ed Mundy, analista da Jefferies.

Ele destacou, porém, a expectativa de que o novo CEO traga uma disciplina de execução mais rigorosa, uma nova perspectiva sobre as escolhas de portfólio e retorno de capital, além de um engajamento mais ativo com o mercado de capitais. E ressaltou que, na JDE Peet’s, Oliveira impulsionou os lucros e revigorou o grupo.

Como parte da estratégia já em execução, a Heineken planeja cortar 7% do seu time global nos próximos dois anos e vem reduzindo custos por meio da consolidação de suas cervejarias na Europa, além da fusão de operações de back office em mercados menores.

As ações da Heineken estavam sendo negociadas com alta de 2,48% na Bolsa de Valores de Amsterdã por volta das 16h40 (horário local), avaliando a companhia em € 40,4 bilhões. No ano, os papéis registram sobem 4,3%.



Fonte Link

Redação

Veja também

Deixe um comentário

R$ 260bi Faturamento do Setor
180.000+ Unidades Ativas
3.200+ Marcas Franqueadoras
1.3M Empregos Diretos