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Investo insere terras raras na agenda dos ETFs em meio à disputa geopolítica

Por Redação 26 de junho de 2026 6 min de leitura


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A Investo lança nesta sexta-feira (26), na B3, o RARA11, ETF de terras raras e metais estratégicos, com início das negociações no mercado secundário previsto para segunda-feira (29). O fundo replica o REMX, da VanEck, negociado em Nova York, que tem patrimônio de US$ 3 bilhões e liquidez média diária de US$ 107 milhões.

O ETF reúne mais de 30 empresas globais, com maior peso para China, Austrália e Estados Unidos, e exige que ao menos 50% da receita das companhias venha de terras raras. Segundo Cauê Mançanares, CEO da Investo, a tese é de médio e longo prazo, apoiada pela demanda crescente por minerais usados em inteligência artificial, defesa e tecnologia. Ele afirma que a diversificação geográfica ajuda a reduzir o risco em um setor marcado pela disputa entre EUA e China e pelo domínio chinês no refino.

O lançamento ocorre em meio à expansão do mercado de ETFs no Brasil. Segundo a B3, o número de fundos listados subiu de 125 para 196 em 12 meses, e o estoque financeiro passou de R$ 61 bilhões para R$ 121 bilhões. Com 59 produtos, a Investo responde por cerca de 30% dos ETFs da B3. bilhões para R$ 121 bilhões. Com 59 produtos, a Investo responde por cerca de 30% dos ETFs da B3.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Investo lança nesta sexta-feira, na B3, o RARA11, ETF de terras raras e metais estratégicos. As negociações no mercado secundário têm início previsto para a segunda-feira , 29 de junbo.

O interesse pelo setor tem raízes geopolíticas. Terras raras e metais estratégicos são matérias-primas essenciais para hardwares de inteligência artificial, sistemas de defesa e equipamentos de alta tecnologia — o que os tornou peça central da disputa entre Estados Unidos e China.

“Quando a gente olha para os próximos 10, 20, 30 anos, vamos depender cada vez mais desses minerais por tudo que vai existir no mundo físico, com tecnologia. Estamos só no começo”, diz Cauê Mançanares, CEO da Investo.

O fundo replica o REMX, ETF da gestora americana VanEck negociado na Bolsa de Nova York, com patrimônio de US$ 3 bilhões e liquidez média diária de US$ 107 milhões. Como requisito, o ETF admite apenas empresas com pelo menos 50% de sua receita atribuída às terras raras.

A parceria com a VanEck, no entanto, não é de hoje. Em 2022, a gestora americana de US$ 200 bilhões sob gestão participou do seed money de US$ 8 milhões da Investo e, posteriormente, adquiriu a gestora brasileira. Desde então, a Investo tem ampliado sua grade de ETFs baseados em produtos da VanEck, a exemplo do CHIP11, focado em semicondutores, e do NUCL11, de empresas de urânio e tecnologia nuclear.

O ETF é formado por mais de 30 empresas globais do setor. Empresas da China, a maior produtora de terras raras do mundo, representam a maior fatia da carteira, com 27,1%, seguidas de Austrália (25,9%) e Estados Unidos (20,1%). Canadá (11,4%) e Chile (5,3%) completam as principais posições.

Mançanares ressalta que a diversificação geográfica é um dos pontos centrais do produto. Com a China dominando cerca de 90% da capacidade global de refino e separação de terras raras, ter exposição a produtores de outros países é, na visão do gestor, uma forma de navegar o risco geopolítico do setor.

“Você não precisa ficar adivinhando qual país vai tomar a dianteira. Se for os Estados Unidos, se for a China, se for a Austrália, você está exposto nessa cadeia”, diz.

O CEO da Investo defende que a maioria dos investidores deveria ter ao menos alguma alocação no setor, dada a expectativa de demanda crescente e o papel estratégico dos metais na geopolítica global.

A tese, diz, é de médio e longo prazo e tende a ser reforçada por incentivos governamentais para fomentar a produção de terras raras. “As respostas dos países muitas vezes não vêm no mesmo dia, mas a gente entende que, no médio prazo, acabam puxando para cima”, afirma Mançanares.

O Pentágono, por exemplo, mantém mais de US$ 1 bilhão em estoques de minerais críticos e se tornou, em 2025, o maior acionista da MP Materials, único produtor integrado americano do setor.

A performance do REMX, ETF da VanEck que o RARA11 replica, ajuda a ilustrar o interesse crescente pelo setor. Nos últimos 12 meses, o fundo acumula alta de 125% em dólar, contra 25,5% do Ibovespa no mesmo período. No ano, a valorização chega a 20,8%.

O lançamento acontece em um momento de expansão acelerada do mercado de ETFs no Brasil. Segundo dados da B3, o número de fundos listados saltou de 125 em maio de 2025 para 196 em maio de 2026 — alta de 57% em 12 meses.

No mesmo período, o estoque financeiro praticamente dobrou, passando de R$ 61 bilhões para R$ 121 bilhões. O número de investidores com posição em ETFs chegou a 860 mil em maio — 18% maior em relação ao início do ano. Com 59 produtos listados, a Investo responde por cerca de 30% dos ETFs disponíveis na B3.

A origem do RARA11, conta Alessandra Gontijo, COO da Investo, foi orgânica. “Foi uma demanda que começou surgindo de uma mensagem despretensiosa em nossos canais de comunicação. Depois que a gente viu que a demanda foi super recorrente e que fazia sentido estrategicamente, a gente entendeu que isso seria o melhor produto para o cliente”, diz.

A COO da Investo afirma que o objetivo da gestora é oferecer uma grade completa ao investidor brasileiro — que vai desde alocações mais estruturais, como renda fixa global e exposição internacional, até produtos temáticos, como o RARA11.

“Os ETFs se encaixam como os tijolinhos da construção da alocação de patrimônio”, diz. Com 59 produtos no portfólio, ela afirma que a grade segue em expansão. “O nosso objetivo é ser cada vez mais um portfólio completo para atender diferentes movimentos e diferentes demandas”, afirma.



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Redação

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