No boom dos ETFs, a Investo salta de R$ 2 bilhões para mais de R$ 10 bilhões em 18 meses
No começo de 2025, a gestora brasileira especializada em ETFs Investo tinha pouco menos de R$ 2 bilhões sob gestão. Um ano e meio depois, o patrimônio foi multiplicado por cinco e chegou a mais de R$ 10 bilhões. E a meta é ultrapassar R$ 12 bilhões neste ano.
Por trás desse salto da Investo, que é controlada pela americana VanEck, está uma transformação do mercado brasileiro de ETFs, que começa a ganhar tração diante da dificuldade de gestores ativos de bater os índices de referência.
“O investidor está buscando opções que gerem mais resultado e que sejam mais transparentes. Isso está ajudando muito o ETF como veículo”, diz Cauê Mançanares, fundador e CEO da Investo, ao Café com Investidor, programa que é uma parceria entre NeoFeed e CNN Brasil, exibido quinzenalmente no CNN Money.
O crescimento dos ETFs é uma realidade no Brasil, embora eles ainda representem uma fatia muito pequena da indústria de investimentos. O volume total investido dobrou recentemente, passando de R$ 50 bilhões para quase R$ 100 bilhões.
Embora ainda represente apenas 1% da indústria local de investimentos, Mançanares observa que, apesar de o produto existir há mais de duas décadas no país, o uso ainda é incipiente. “Tudo que é novo leva tempo para as pessoas se acostumarem”, afirma Mançanares.
De acordo com Mançanares, os ETFs têm ganhado tração por uma combinação de fatores. Um deles é a performance. “Mais de 90% dos gestores ativos não ganham dos índices de referência”, diz o fundador e CEO da Investo.
Outros pontos citados são a liquidez, já que o fundo é negociado em bolsa e pode ser comprado e vendido no mesmo dia; a transparência; e o custo, que é reduzido, sem taxa de performance e com administração muito inferior à média dos fundos ativos.
A gestora ampliou sua grade de produtos, mas não no mesmo ritmo do patrimônio. Hoje são cerca de 30 ETFs, contra 20 no início de 2025. A diversificação inclui renda fixa, ações brasileiras e globais, ouro e bitcoin.
A tributação favorável tem impulsionado os ETFs de renda fixa. “No ETF de renda fixa não tem come-cotas e você paga uma alíquota única que não depende do seu prazo de aplicação”, afirma Mançanares.
Neste programa, que você assiste no vídeo acima, Mançanares fala ainda sobre a tendência de ETFs ativos e comenta sobre o pagamento de bônus em ETFs. No final, ele responde perguntas de como usa a IA e se acredita nas respostas das plataformas de LLMs.