Franchising brasileiro cresce 10,1% e atrai investidores
O franchising brasileiro cresceu em ritmo de 2 dígitos no início de 2026, mas a mudança mais relevante não está apenas na quantidade de lojas abertas. Está no perfil de quem compra uma franquia.
O setor faturou R$72,7 bilhões no primeiro trimestre, alta de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025, e chegou a R$308,4 bilhões no acumulado de 12 meses.
A base operacional alcançou 204.908 unidades e cerca de 1,788 milhão de empregos diretos. Dentro desse avanço, o segmento de Limpeza e Conservação cresceu 13,8% no trimestre, puxado por modelos de autosserviço, conveniência urbana e operações com menor dependência de mão de obra intensiva.
O dado revela uma mudança silenciosa: parte dos candidatos deixou de olhar a franquia apenas como alternativa de trabalho e passou a avaliá-la como investimento, comparando retorno, suporte, custo fixo, automação, recorrência e capacidade de abrir mais de uma unidade.
Essa transição favorece modelos mais enxutos e replicáveis, como lavanderias self-service, serviços recorrentes e negócios de conveniência urbana. A Lavanderia 60 Minutos, rede do Grupo Hi, aparece nesse contexto como um exemplo do avanço de formatos que buscam escala operacional.
A companhia encerrou 2024 com 890 unidades ativas, Quase 3 milhões de clientes fidelizados e faturamento de R$150 milhões, com plano de chegar a 1.400 lojas até o final de 2026. Redes de serviços recorrentes começam a ser analisadas não apenas pelo ponto comercial, mas pela capacidade de padronizar processos, capturar dados, reduzir erros operacionais e formar operadores multiunidades.
“O novo franqueado compara franquia com investimento. Ele quer saber qual é a eficiência da operação, qual é o suporte real da rede, se existe tecnologia para reduzir erros e se aquele negócio pode crescer além da primeira unidade.Quem não entrega inovação, tecnologia, praticidade e economia fica para trás”, afirma Isaelson Oliveira, fundador e CEO do Grupo Hi.
O movimento também muda a relação entre franqueador e franqueado. Em vez de vender uma unidade isolada, redes mais maduras começam a organizar estruturas capazes de sustentar crescimento em bloco: negociação com fornecedores, compra de máquinas, meios de pagamento, manutenção, marketing local, treinamento, atendimento digital e acompanhamento de indicadores.
No setor de lavanderias, a tese é impulsionada por três fatores: moradias menores, rotinas urbanas mais intensas e maior aceitação do autosserviço. A recorrência da demanda torna o modelo menos dependente de impulso de consumo, enquanto a automação reduz parte da complexidade operacional.
Para o mercado financeiro, essa combinação aproxima algumas redes de uma lógica de plataforma: o valor deixa de estar apenas na loja e passa a incluir tecnologia, marca, densidade geográfica, base de clientes e capacidade de replicação.
A presença de lavanderias de autosserviço entre as maiores redes associadas à ABF indica que o segmento deixou de ser um nicho operacional e passou a disputar espaço com categorias tradicionais de alimentação, saúde, beleza e serviços.
A mudança ocorre em um ambiente macroeconômico que exige mais disciplina de capital. Com juros ainda elevados, inflação resistente e crédito mais caro, o investidor compara a franquia com outras alternativas de alocação e cobra maior clareza sobre payback, margem, demanda e risco operacional.
Isso tende a separar redes com crescimento sustentado de operações que dependem apenas de expansão comercial agressiva.
Negócios ligados a serviços recorrentes podem ganhar espaço em momentos de incerteza, mas não estão imunes à desaceleração econômica, à pressão de custos e à necessidade de execução rigorosa.
A próxima etapa do franchising brasileiro deve ser menos marcada pela quantidade de unidades abertas e mais pela qualidade da expansão, com franqueados capazes de operar múltiplas lojas, acompanhar indicadores e tratar a franquia como carteira de ativos.
“Com juros altos, ninguém pode vender franquia apenas com promessa de faturamento.
O investidor quer uma equação completa: custo de implantação, previsibilidade de demanda, automação, suporte, dados e possibilidade de abrir novas unidades sem multiplicar complexidade na mesma proporção.
A próxima fronteira do franchising será a capacidade de formar operadores multiunidades com governança e visão de longo prazo”, afirma Oliveira.
Sobre Grupo Hi
O Grupo Hi é a holding por trás da maior rede de lavanderias self-service da América Latina, a Lavanderia 60 Minutos. Fundado em 2015 por Isaelson Oliveira, o grupo revolucionou o mercado com um modelo de franquia inovador, acessível e escalável, unindo tecnologia, sustentabilidade e conveniência para transformar a experiência de higienização têxtil.
Com um crescimento exponencial, a rede encerrou 2024 com quase 3 milhões de clientes fidelizados e um faturamento de R$ 150 milhões, além de 890 unidades ativas e um ambicioso plano de expansão para atingir 1.400 lojas até o final de 2026 e internacionalizar a rede de lavanderias self-service em breve para países como Estados Unidos e Portugal.
O Grupo Hi se diferencia pela criação e desenvolvimento de soluções inteligentes, como os armários automatizados Laundry in Box, os produtos biodegradáveis HiPlim, e a digitalização dos serviços com plataformas como BolePix, um meio de pagamento próprio, e HiChat, um chat e voicebot baseado em inteligência artificial desenvolvido pela IKLI, braço tecnológico do grupo. Além disso, a empresa se preocupa com o desenvolvimento dos seus colaboradores. Através do programa HI Academy, a empresa disponibiliza cursos e grupos de aprendizado e destina 4 horas da carga horária semanal para que a equipe possa se dedicar a adquirir mais conhecimento.
Com um olhar estratégico para o futuro, o Grupo Hi não apenas lidera o setor de lavanderias self-service, mas também projeta um valuation de R$ 1 bilhão nos próximos três anos, consolidando-se como referência global em inovação, franquias e soluções sustentáveis, além do foco em fazer o primeiro IPO do setor.
Fonte: Gueratto Press