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Para o BTG Pactual, Stone tem valuation atrativo, mas operação continua fraca

Por Redação 16 de abril de 2026 5 min de leitura


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Os dividendos extraordinários da Stone, provenientes da venda da Linx, trouxeram algum otimismo, mas analistas do BTG Pactual alertam que, sem uma melhora operacional significativa, as ações continuarão estagnadas.

As ações estão com um P/L de 6 vezes, inferior ao do Banco do Brasil, com as fracas perspectivas operacionais pesam sobre o valor.

Para o primeiro trimestre, as expectativas para o volume de pagamentos no segmento de micro, pequenas e médias empresas são de estabilidade, em meio à piora da qualidade dos ativos, aumentando as provisões.

Os analistas reconhecem que a Stone está ciente de seus desafios, mas questionam se suas ações serão suficientes para reverter a situação.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Os dividendos extraordinários anunciados pela Stone na terça-feira, 14 de abril, oriundos da venda da Linx, podem até ter dado algum ânimo para a tese da companhia, em um momento em que o valuation está bem baixo.

Mas os analistas do BTG Pactual alertam: sem uma melhora operacional significativa, as ações permanecerão nos atuais patamares. E afirmam que o tempo está acabando para a Stone mostrar que pode apresentar um turnaround factível.

“Neste momento, uma das principais questões é se a Stone conseguirá sair dessa situação por conta própria, apenas com a execução, ou se a história poderá eventualmente exigir alguma forma de alternativa estratégica ou fusões e aquisições para desbloquear valor”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, que recomendam a compra das ações, com preço-alvo de US$ 19 – o papel está sendo negociado perto de US$ 15.

Olhando para o valuation, os analistas do BTG Pactual destacam que as ações da Stone são negociadas a um P/L de 6 vezes. O múltiplo é menor que as 6,1 vezes registradas pelo Banco do Brasil, que enfrenta duros problemas relacionados à inadimplência do setor agro, enquanto a processadora de pagamentos apresenta bom fluxo de caixa e maior rentabilidade.

Mas as parcas perspectivas operacionais representam um peso relevante, como ficou claro no dia seguinte ao anúncio do dividendo. Apesar de bem-vindo, o provento não fez as ações saltarem como se esperaria de uma notícia como essa. No ano, os papéis sobem 1,26%, levando o valor de mercado a US$ 3,6 bilhões.

“O problema é que o ritmo operacional continua fraco, e o mercado parece cada vez mais relutante em pagar por uma recuperação que ainda não se materializou claramente”, diz trecho do relatório.

As expectativas não são positivas para a Stone, depois das sinalizações dadas pela companhia em março sobre o que esperar dos resultados do primeiro trimestre. A situação fez com que os papéis caíssem mais de 19% no pregão de 3 de março.

Os analistas do BTG Pactual projetam que o volume total de pagamento (TPV, na sigla em inglês) do segmento de micro, pequenas e médias empresas deve permanecer estável em relação ao primeiro trimestre de 2025. A estimativa está em linha com o que a empresa havia previsto na última teleconferência – se o Pix for incluído, fica ligeiramente acima do apurado no ano anterior.

Outro ponto negativo é a qualidade dos ativos, resultando em um aumento das provisões, puxado pelo crescimento de empréstimos inadimplentes (NPLs) em alguns nomes de maior valor e pelo desempenho mais fraco de safras recentes. “O custo do risco pode atingir algo acima dos 17% registrados no quarto trimestre”, diz trecho do relatório.

As receitas devem aumentar quase 5% em relação ao ano anterior, mas cair 5% em relação ao trimestre anterior. Apesar da expectativa de que o lucro operacional recue em um dígito baixo em relação ao ano anterior, os analistas dizem que a menor alíquota de imposto deve permitir que o lucro líquido ajustado das operações continuadas aumente ligeiramente em relação ao ano anterior, para cerca de R$ 540 milhões.

Os analistas reconhecem que a Stone tem o diagnóstico correto da situação, atuando nas mais diversas frentes, como execução, controle de custos e engajamento da parte comercial, além da experiência com esses temas. Mas se questionam se será suficiente, afirmando que não há um fator que explique o mau desempenho da Stone.

“Se os problemas estivessem claramente ligados a uma variável, como o preço, o caminho para a recuperação poderia ser mais óbvio, mas também muito mais custoso do ponto de vista da economia unitária. Em vez disso, o diagnóstico atual sugere a necessidade de ‘apertar muitos parafusos’ em toda a proposta de valor”, diz trecho do relatório.

Por volta de 12h26, as ações da Stone subiam 0,94%, a US$ 15,06.



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Redação

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