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Gestão

Como a briga entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman pode levar o Azzas à cisão

Por Redação 13 de maio de 2026 6 min de leitura


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Roberto Jatahy venceu a primeira batalha contra Alexandre Birman no Azzas 2154, com a juíza Simone Gastesi Chevrand determinando que Birman não pode desintegrar a Reserva. A possibilidade de cisão da empresa se torna cada vez mais real, com Jatahy considerando essa alternativa, enquanto Birman resiste a discutir o assunto.

A tensão aumentou após Birman transferir unilateralmente a Reserva para Blumenau, levando Jatahy a buscar arbitragem. O trabalho de integração da Reserva, que levou 10 meses, foi prejudicado pela interferência de Birman, resultando na saída do executivo Ruy Kameyama.

A alta rotatividade de gestores e a insatisfação com a gestão têm gerado custos e perda de know-how, complicando ainda mais a situação. A falta de alinhamento entre os sócios e a gestão tem gerado descontentamento e incertezas sobre o futuro do grupo.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

No embate entre os dois principais sócios do Azzas 2154, Roberto Jatahy ganhou o primeiro round. Conforme apurou o NeoFeed, a juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro deferiu o pedido de Jatahy e determinou que Birman se abstenha de praticar qualquer ato que leve à desintegração da Reserva, o motivo da cautelar.

Mas a batalha está longe do fim e o seu desfecho pode ser outro. De acordo com fontes ouvidas pelo NeoFeed, a cisão da empresa é uma hipótese cada vez mais plausível para resolver o conflito. Jatahy já admitiria essa solução. Birman, no entanto, não estaria disposto  a conversar sobre isso no momento.

“Acho que esse é um caminho… a cisão. Hoje o Birman não está confortável em fazer”, diz uma fonte, que afirma que essa conversa não está na mesa nem perto de chegar, neste momento. Antes, é preciso viabilizar uma alternativa para a mediação do conflito entre os sócios.

“O Jatahy sempre cedeu em tudo e quer ter a voz que foi prometida com a fusão e não seguir sendo atropelado pela gestão unilateral do Birman”, diz outra fonte. “Por isso ele optou pelo freio da cautelar. A intenção dele é chegar a um consenso. Essa briga não interessa a nenhum deles. As ações estão derretendo”

Os papéis do Azzas fecharam o pregão de hoje em queda de 3,29%, cotadas a R$ 19,40. No ano, as ações acumulam uma queda de quase 23% e, em 12 meses, próxima de 51%, avaliando a companhia em R$ 3,91 bilhões.

A decisão unilateral de Birman de passar a Reserva para a unidade de Blumenau, onde está a Hering, foi, de fato, a gota d’água para Jatahy ir para a arbitragem. Frustrado com as tentativas de evitar conflito, ele queria uma lógica operacional para essa mudança. O que, para sua surpresa, não havia – apenas uma quebra de alinhamento entre os sócios sobre como executar a integração.

“Foram 10 meses de trabalho, sangue, suor e lágrimas para a gente poder extrair 116 milhões de Ebitda”, disse ele a pessoas próximas.

Em jogo, um esforço de integração da Reserva de 10 meses de trabalho, com consultoria contratada e decisões difíceis que resultaram em um mapeamento de sinergias que variava de R$ 80 milhões ao ano a R$ 116 milhões.

Esse trabalho vinha sendo tocado por Ruy Kameyama, um executivo tarimbado de mercado, que estava na cota de Jatahy no conselho do Azzas 2154 e aceitou voltar para a gestão para um trabalho a quatro mãos.

A ideia era de que Kameyama fosse a interface com a holding, deixasse Jatahy na parte criativa e, com isso, distensionar a relação entre os sócios. No princípio deu certo e o negócio foi caminhando.

“A ponto de o Kameyama propor uma estrutura como o da Itaúsa, onde ele teria total liberdade, com duas empresas completamente apartadas que combinavam os resultados. E o Birman ter respondido que iriam fazer dessa forma”, conta a fonte.

Mas foi em meio ao desenvolvimento desse modelo de governança, quando os conflitos pareciam ser parte do passado, que Birman começou a interferir diretamente na Reserva – e no trabalho de Kameyama.

“O Birman deu um chega para lá no Kameyama, dizendo que ele estava se metendo em questões societárias, que ele era um executivo da companhia e que ele não tinha que se meter em questões societárias. E o Kameyama ficou superchateado”, diz a fonte.

Nesses termos, Kameyama deixou o grupo em abril. E, na sequência, o Azzas anunciou que voltaria a dividir sua operação entre as unidades de Fashion&Lifestyle Women, com Jatahy à frente, e de Fashion&Lifestyle Men, sob a liderança de David Python, CEO das áreas de Basic e de Shoes&Bags.

“O Birman optou por desfazer unilateralmente uma organização aprovada em 2025 por estudos e pelo conselho. E ainda tirou a Reserva desse guarda-chuva”, afirma uma fonte. “Ele simplesmente atropelou o conselho e passou por cima de todo mundo.”

Em outra ponta, desde a fusão, Jatahy teria notado um ambiente com alta rotatividade de gestores e pagamentos frequentes de retenção. Em uma conta rápida, 30 diretores não executivos saíram da companhia.

Esse movimento de perda de senioridade vem desagradando Birman, que tem buscado reter os talentos com planos de retenção. “Há, sim, uma rotatividade brutal de gente dentro da empresa e bônus de retenção para cá e para lá”, diz uma das fontes.

Um exemplo é a Reserva, que vem gerando custos diretos, tanto pelos bônus, como indiretos com a perda de know-how. “Tem gente que já foi premiada com dois pacotes de retenção: quando foi para a vertical do Kameyama e do Jatahy e agora após a nova mudança para junto da Hering”, completa a fonte.

Essa tensão existe desde a saída de Rony Meisler e o time que criou a Reserva do negócio. Ali ficou claro que o problema não é de gestão, mas de tensão no topo da organização que impede uma sucessão.

Guardadas as devidas proporções, a saída de Tiago Hering da liderança da marca criada pela sua família também gerou um efeito cascata: demissão em massa na operação de Blumenau. “O grupo teve um problema enorme com a saída do Tiago e a demissão quase de toda a equipe da Hering”, diz a fonte.

Outra fonte ouvida pelo NeoFeed complementa: “Ele é muito orgulhoso e uma pessoa muito difícil”, afirma. “E é a razão pela qual nenhum executivo de ponta tem ficado no grupo”.



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Redação

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