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O uísque brasileiro que, “sem querer”, está conquistando o mundo

Por Redação 31 de maio de 2026 5 min de leitura


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A Lamas Destilaria, localizada em Matozinhos, Minas Gerais, tem se destacado no mercado de uísque, conquistando mais de 50 prêmios em sete anos.

A internacionalização da marca ocorreu de forma inesperada, com crescente demanda de consumidores e distribuidores internacionais, especialmente na Rússia e França.

O uísque Brasilides Peat Signature recebeu 95,5 pontos na Whisky Bible, evidenciando a qualidade do produto. A destilaria busca manter controle de qualidade ao exportar apenas para distribuidores.

Com um aumento de 56% no faturamento em 2025 e uma projeção de 30% para 2026, 65% das vendas são de uísques.

O público-alvo, entre 25 e 45 anos, busca novidades, e o Rarus, um single malt, é o mais vendido.

A Lamas se diferencia ao incorporar elementos brasileiros em seus produtos, atraindo a atenção de mercados tradicionais de uísque.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em busca de saborear um uísque de qualidade, os amantes da bebida costumam procurar por rótulos provenientes da Escócia, Estados Unidos, Irlanda ou mesmo do Japão, países reconhecidos por sua tradição no destilado há centenas de anos.

Esse clube restrito, porém, parece estar ganhando novos concorrentes. E o Brasil, o país da cachaça, é um deles – graças a Lamas Destilaria, um projeto familiar localizado em Matozinhos, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Com sete anos de mercado, a destilaria está dando início ao seu processo de internacionalização para países como França, Alemanha, Inglaterra, Canadá, Espanha, além de Estados Unidos e Escócia.

“Para ser bem sincera, esse não foi um movimento que nós iniciamos e fomos atrás ativamente. A internacionalização meio que aconteceu sem querer”, diz Luciana Lamas, sócia e diretora de comunicação da destilaria, ao NeoFeed.

Esse “sem querer” não é relativo. Ao longo da trajetória da Lamas, a família fez questão de participar de diversos prêmios e concursos, que renderam avaliações positivas para os dez rótulos fixos do portfólio, além dos especiais produzidos ocasionalmente. Desde 2020, foram mais de 50 condecorações distribuídas por referências do mercado, dentro e fora do Brasil.

Neste ano, o uísque Brasilides Peat Signature, um single malt turfado da linha Edições Especiais da destilaria, recebeu 95,5 pontos, de 100, na categoria “whiskies superstar que nos dá uma razão para viver” do Whisky Bible, livro publicado anualmente pelo famoso crítico britânico Jim Murray. A nota mais alta já concedida por Murray foi 97,5 pontos, para o uísque canadense Alberta Premium Cask Strength, o que coloca a bebida brasileira em grande destaque.

“Nós sempre fizemos questão de investir nesses concursos, pensando na relação do mercado brasileiro com os produtos nacionais, ainda mais no caso do uísque, algo que não é tradicionalmente nosso”, afirma a empresária. “Essa foi a forma que encontramos de legitimar o nosso trabalho e deu tão certo que nós conseguimos furar a bolha e chamar a atenção de outros países”.

Com essa visibilidade, muitos consumidores estrangeiros, tanto distribuidores quanto clientes finais, começaram a lotar a caixa de e-mails da companhia em busca dos agora famosos uísques.

Para Luciana Lamas, segunda geração e sócia da destilaria, o que faz dos uísques da marca especiais é o DNA brasileiro, com uso das madeiras nativas e aproveitamento da nossa biodiversidade (Foto: Divulgação)

Em 2026, o o uísque Brasilides Peat Signature, um single malt turfado, recebeu 95,5 pontos do Whisky Bible, livro publicado anualmente pelo famoso crítico britânico Jim Murray (Foto: Divulgação)

José Carlos, Marcelo e Márcio Lamas, fundadores da destilaria (Foto: Divulgação)

Nesse processo, a companhia decidiu que só faria remessas para distribuidores de bebidas, buscando o controle da qualidade e da entrega. Até o momento, a russa AST mantém o posto de maior cliente internacional, comprando não apenas os uísques, mas também gins e runs da marca.

Na França, Whiskies Du Monde e Heritage d’Hispaniola também representam uma boa porcentagem do que já é exportado. Para Luciana, o próximo passo é desembarcar na Escócia o que, segundo ela, seria o símbolo de que a empresa “ganhou na vida”.

“É muito engraçado ver países que são superpotências no mercado de uísque buscando pelo nosso produto. E o mais gratificante é saber que isso acontece por conta do nosso toque brasileiro, das nossas madeiras incríveis, da nossa biodiversidade”, afirma a empresária. “Desde o começo nós sabíamos que não queríamos fazer nada igual ao que já existia e colocar o nosso DNA brasileiro nisso foi o que fez a diferença.”

Com essas iniciativas, a Lamas encerrou 2025 com um aumento de aproximadamente 56% no faturamento anual e, para 2026, a projeção é de crescimento de 30% em relação a 2025. Do faturamento total, 65% do valor é proveniente da venda de uísques.

Atualmente, os clientes da marca têm entre 25 e 45 anos, o que, na visão da marca, é um grande benefício, já que esse público está aberto e efetivamente buscando por novidades do mercado, sem ficar apenas no clássico que é conhecido e apreciado pelos consumidores mais tradicionais. Além disso, uma grande fração desses consumidores se considera entusiasta do mercado.

Dentro do portfólio, o Rarus, um single malt com finalização em barril de carvalho americano utilizado anteriormente para a produção de rum, é o mais vendido. Atualmente, os maiores compradores no Brasil estão em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.



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Redação

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