Últimas
Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil
IBOVESPA 128.450 ▲ +1,2%
USD/BRL 5,12 ▼ -0,3%
TAXA SELIC 10,5%
ABF INDEX 1.847 ▲ +2,1%
Gestão

Blackrock encontra “molho secreto” no Brasil e América Latina

Por Redação 02 de julho de 2026 5 min de leitura


Ler o resumo da matéria

A BlackRock considera o Brasil e a América Latina como os principais destinos para investimentos no segundo semestre, apesar de ter reduzido sua recomendação para ações de mercados emergentes.

A gestora destaca que a região possui boas oportunidades ligadas à inteligência artificial e está relativamente isolada de tensões geopolíticas.

Países como Chile, Peru e Argentina são vistos como fornecedores de minerais críticos para a infraestrutura de IA. A BlackRock também vê potencial no mercado de renda fixa da América Latina, recomendando uma posição overweight nessa classe de ativos.

O Brasil, como a maior economia da região, pode se beneficiar desse cenário, mas precisa aumentar os investimentos em infraestrutura para transformar seu potencial em crescimento econômico.

O próximo governo terá o desafio de acelerar o crescimento e fortalecer os motores da economia, em um ambiente de juros mais baixos.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O fluxo de recursos estrangeiros para a B3 pode até ter revertido a direção e registrado fortes saídas nos últimos meses, mas a BlackRock vê o Brasil e a América Latina como os principais destinos para o segundo semestre dentro do universo de mercados emergentes.

Mesmo tendo reduzido a recomendação para ações de mercados emergentes de overweight para neutra, após a realização de lucros, a gestora americana, que conta com cerca de US$ 14 trilhões em ativos sob gestão globalmente, passou a priorizar a América Latina dentro desse universo.

A avaliação é de que a região consegue conciliar uma boa exposição à tese da inteligência artificial (IA), principal catalisadora dos mercados globais, com o fato de não ser o principal polo dessa transformação, além de estar relativamente isolada dos principais focos de tensões geopolíticas da atualidade.

“A América Latina não é grande o suficiente para manter sozinha uma recomendação de overweight para mercados emergentes, mas acreditamos que vale destacar suas oportunidades”, disse Axel Christensen, estrategista-chefe de investimentos para a América Latina da BlackRock, na quinta-feira, 2 de julho, durante evento com jornalistas.

“Estamos redirecionando nosso interesse para a América Latina. E, naturalmente, o Brasil, pelo seu tamanho, torna-se o principal foco desse interesse”, complementou.

Segundo Christensen, diversos países da região estão ligados à cadeia global da inteligência artificial. Chile, Peru e Argentina, além do Brasil, são vistos como importantes fornecedores de minerais críticos para o desenvolvimento da infraestrutura necessária à IA.

A região também atende a uma série de demandas que surgiram após a pandemia e com a escalada dos conflitos globais. É o caso do nearshoring, que transformou o México em um dos principais beneficiados por essa tendência; da segurança energética, impulsionada pelas reservas de gás da Argentina; e da segurança alimentar, área em que o Brasil vem se destacando.

“A região se destacou em diversas frentes — inteligência artificial, nova ordem geopolítica, cadeias globais de suprimentos e segurança energética. Durante o conflito no Oriente Médio, por exemplo, mostrou um grau significativo de resiliência, e os investidores estão percebendo isso”, afirmou Christensen.

No entanto, os fatores domésticos contrabalançam o peso da IA nos mercados latino-americanos, ajudando os investidores globais a diversificar seus portfólios. “As economias emergentes, especialmente na América Latina, têm esse componente local, esse elemento idiossincrático, que acreditamos ser uma boa forma de obter diversificação”, disse.

Mais do que na renda variável, a BlackRock vê grandes oportunidades no mercado de renda fixa da América Latina, por combinar retornos atrativos e volatilidade relativamente moderada.

“Quando analisamos as diferentes fontes de renda dentro do universo da renda fixa, e isso é importante para mercados emergentes e, naturalmente, para a América Latina e o Brasil, estamos vendo uma posição muito atraente para a dívida de mercados emergentes. Recomendamos uma posição overweight nessa classe de ativos”, disse Christensen.

Por ser a maior economia da América Latina, a expectativa é de que o Brasil possa se beneficiar desse cenário. Além dos altos retornos na renda fixa, o País reúne características que podem colocá-lo entre os principais destinos de investimentos globais em meio ao avanço da IA e à reorganização geopolítica da economia mundial.

Para que esse potencial se transforme em crescimento econômico, no entanto, o País precisará ampliar os investimentos em infraestrutura. E o próximo governo terá como principal missão acelerar o crescimento econômico, transformando as vantagens competitivas do País em expansão do PIB. Isso dependerá de um ambiente de juros mais baixos.

“O Brasil possui várias oportunidades, mas, quando olhamos para as projeções do FMI ou para a pesquisa Focus, vemos que o mercado espera um crescimento que não é particularmente forte”, afirmou Christensen. “Uma das oportunidades, e também um dos desafios da administração que assumirá em 2027, será encontrar maneiras de fortalecer os motores de crescimento da economia.”



Fonte Link

Redação

Veja também

Deixe um comentário

R$ 260bi Faturamento do Setor
180.000+ Unidades Ativas
3.200+ Marcas Franqueadoras
1.3M Empregos Diretos