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Nubank compra banco para não perder o “bank”

Por Redação 20 de julho de 2026 5 min de leitura


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O Nubank anunciou nesta segunda-feira, 20 de julho, a assinatura de um contrato para adquirir 100% do Banco Porto Real de Investimentos S.A., em operação que visa à obtenção de uma licença bancária no Brasil. Apesar de ser a maior instituição financeira privada do país em número de clientes, o Nubank ainda não possui essa autorização.

A iniciativa atende à Resolução Conjunta nº 17, do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, que padroniza o uso da denominação “banco”. A intenção de obter a licença já havia sido informada ao mercado em dezembro de 2025.

Após a conclusão da operação, sujeita à aprovação do Banco Central, a licença do Porto Real se somará às demais autorizações sob as quais o Nubank já atua no país. Segundo a companhia, a mudança não exigirá capital adicional nem alterará os serviços oferecidos aos 115 milhões de clientes brasileiros.

Fundado em 1992, o Banco Porto Real é uma instituição de pequeno porte. Em março de 2026, tinha ativos de R$ 6,2 milhões e patrimônio líquido de R$ 6 milhões. O anúncio ocorre dez dias após o Nubank receber autorização para operar como banco no México, reforçando sua estratégia de expansão internacional.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O Nubank anunciou na noite de segunda-feira, 20 de julho, que assinou um contrato de compra e venda de ações para adquirir 100% do Banco Porto Real de Investimentos S.A. A operação visa à obtenção da licença bancária no Brasil – algo que a companhia não possui atualmente, apesar de ser a maior instituição financeira privada do País em número de clientes.

A aquisição responde à Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que padroniza o uso da denominação “banco” por instituições reguladas. A intenção de buscar uma licença bancária no Brasil já havia sido sinalizada pelo Nubank ao mercado em dezembro de 2025.

A norma, publicada em 28 de novembro de 2025, estabeleceu prazo de 120 dias para que as instituições em desacordo apresentassem ao Banco Central um plano de adequação e prazo máximo de um ano para a adequação efetiva estar concluída, incluindo eventual troca de marca, nome fantasia e demais materiais institucionais. O anúncio da compra do Porto Real ocorre, portanto, cerca de quatro meses antes do fim desse prazo.

Uma vez concluído o processo, a licença do Porto Real se somará às demais licenças sob as quais o Nubank já opera no país: Instituição de Pagamento, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM).

Segundo o comunicado, a inclusão da nova licença dentro do conglomerado não impõe exigências adicionais de capital ou liquidez, preservando a solidez financeira da instituição. Para os 115 milhões de clientes do Nubank no Brasil, nada muda.

Fundado em 1992, o Banco Porto Real de Investimentos é sediado na cidade de Porto Real, no interior do Rio de Janeiro, e é considerado uma instituição de pequeno porte.

Segundo dados prudenciais do Banco Central referentes a março de 2026, o banco tinha ativo total de apenas R$ 6,2 milhões, carteira de crédito de R$ 1,8 milhão e patrimônio líquido de R$ 6 milhões, com índice de Basileia de quase 200%. A instituição não integra nenhum conglomerado financeiro e soma apenas duas agências, sem pontos de atendimento.

A conclusão da transação está sujeita à aprovação do Banco Central. A companhia informou que manterá o mercado atualizado sobre desenvolvimentos relevantes.

O movimento no Brasil ocorre dez dias depois de o Nubank anunciar avanço semelhante no México, onde recebeu autorização da Comisión Nacional Bancaria y de Valores (CNBV) para operar como banco, abrindo caminho para investimentos de US$ 4,2 bilhões no país até 2030.

A operação mexicana, que atingiu o breakeven no primeiro trimestre, soma mais de 15 milhões de clientes e US$ 5,9 bilhões em depósitos.

Os dois anúncios reforçam a estratégia de expansão do Nubank de formalizar sua presença como banco nos mercados onde atua — movimento que, segundo o fundador e CEO David Vélez, também mira os Estados Unidos, considerados pela empresa o passo mais relevante de sua internacionalização.

Nesta segunda-feira, 20 de julho, antes do anúncio da aquisição, as ações do Nubank encerraram o pregão em alta de 2,94%, cotadas a US$ 13,99. No after-market, os papéis operam perto da estabilidade, a US$ 13,97 (-0,14%).



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Redação

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