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Expansão global da infraestrutura demandará US$ 85 tri nos próximos 15 anos. Mas é preciso pensar além do capital

Por Redação 22 de julho de 2026 5 min de leitura


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A economia global está em uma fase crucial de expansão da infraestrutura, impulsionada pela transição para energia de baixo carbono, avanço da inteligência artificial e reconfiguração das cadeias de suprimentos. A BlackRock estima que serão necessários US$ 85 trilhões em infraestrutura nos próximos 15 anos.

Contudo, a escassez de mão de obra qualificada nos setores de construção, engenharia e energia emerge como um gargalo, atrasando projetos e aumentando custos. O investimento está se concentrando em ativos tecnologicamente complexos, onde a qualidade da força de trabalho é crucial. A execução de projetos de infraestrutura na América Latina, por exemplo, requer não apenas financiamento, mas também uma força de trabalho técnica especializada.

Portanto, é essencial alinhar investimentos em infraestrutura com capacitação profissional e desenvolvimento do capital humano, para garantir que o capital disponível se traduza em ganhos econômicos duradouros. A próxima fase da expansão dependerá da execução, não apenas da disponibilidade de capital.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A economia global está entrando em uma fase crucial de expansão do setor de infraestrutura. A transição para sistemas de energia de baixo carbono, o rápido avanço da inteligência artificial e dos data centers, e a reconfiguração das cadeias de suprimentos globais estão impulsionando um dos ciclos de investimento em infraestrutura mais significativos da história recente.

Estimativas de instituições públicas e privadas indicam que as necessidades de investimento permanecerão elevadas nas próximas décadas. Nesse contexto, a BlackRock estima que o mundo precisará de aproximadamente US$ 85 trilhões em infraestrutura nos próximos 15 anos.

No entanto, à medida que a atenção se concentra cada vez mais na mobilização de capital, uma restrição fundamental ganha destaque: a mão de obra. O financiamento por si só não é mais suficiente para realizar a implantação de infraestrutura que a economia global exige.

A capacidade de executar projetos — particularmente a disponibilidade de trabalhadores qualificados nos setores de construção, engenharia, energia e manufatura avançada — está emergindo como um gargalo importante.

Este ciclo de infraestrutura difere significativamente dos ciclos anteriores. O investimento está cada vez mais concentrado em ativos tecnologicamente complexos — desde sistemas de energia renovável e redes elétricas até centros de dados e redes digitais —, nos quais os prazos, a produtividade e a resiliência operacional dependem fortemente da qualidade da força de trabalho.

Nesse contexto, a escassez de mão de obra qualificada não só atrasa os projetos, como também aumenta os custos, reduz o retorno e limita o ritmo de implantação da infraestrutura.

Em diversos mercados da América Latina, investimentos em larga escala em geração de energia renovável e infraestrutura de centros de dados estão progredindo em paralelo. A execução desses projetos exige não apenas financiamento, mas também uma força de trabalho técnica cada vez mais especializada — da integração de redes a sistemas elétricos e mecânicos avançados — evidenciando a estreita ligação entre os resultados da infraestrutura e o desenvolvimento do capital humano.

Essa dinâmica reforça a importância de se considerar o investimento em infraestrutura como parte de um ecossistema mais amplo, e não como uma classe de ativos isolada. A alocação de capital deve ser acompanhada por investimentos em capacitação profissional, educação e desenvolvimento da força de trabalho, o que frequentemente requer coordenação entre o setor privado, governos e instituições de ensino.

Regiões que conseguirem alinhar o capital financeiro ao desenvolvimento do capital humano estarão em melhor posição para traduzir o investimento em ganhos econômicos e de produtividade duradouros.

Existem também implicações macroeconômicas mais amplas. Em um momento em que muitas economias enfrentam o envelhecimento da população e restrições estruturais no mercado de trabalho, a expansão de profissões qualificadas e capacidades técnicas pode apoiar o crescimento, aumentar a competitividade e fortalecer a transmissão de investimentos em larga escala para resultados econômicos reais.

Em última análise, a próxima fase da expansão global de infraestrutura será definida não apenas pela disponibilidade de capital, mas também pela sua execução.

Reduzir a lacuna entre a ambição financeira e a entrega física exigirá um foco renovado nas pessoas — garantindo que a força de trabalho necessária para construir o futuro evolua em conjunto com o capital disponível para financiá-lo.

*Aitor Jauregui é head da BlackRock para a América Latina



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Redação

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