Na Weg, a volta da confiança dos investidores após trimestre acima das expectativas
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A Weg recuperou a confiança dos investidores após resultados do segundo trimestre que superaram expectativas, com 78% dos participantes da pesquisa da XP Investimentos considerando os números positivos.
A pesquisa também indicou que 48% dos entrevistados veem os resultados como um gatilho para compra das ações, que subiram 10,05% em um dia, embora tenham recuado no dia seguinte.
Apesar da melhora, analistas alertam para riscos relacionados ao ambiente tarifário e à capacidade de produção.
A ação da Weg está avaliada a um P/L de 27 vezes para 2027, refletindo expectativas de crescimento.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Após deixar de ser recomendação praticamente unânime na B3, a Weg voltou a atrair a atenção dos investidores, com os resultados do segundo trimestre funcionando como catalisador para a retomada do sentimento positivo.
Uma pesquisa realizada pela XP Investimentos identificou que o sentimento em relação à fabricante brasileira de equipamentos industriais e soluções para energia e automação, sediada na cidade catarinense de Jaraguá do Sul, atingiu o maior nível desde o terceiro trimestre de 2024.
Isso resultou, segundo a pesquisa, em uma melhora no posicionamento comprado das ações, que aumentou para 30%, ante 6% no primeiro trimestre. Já a participação das posições vendidas recuou na comparação com os três primeiros meses do ano, de 28% para 22%.
A volta do bom humor está relacionada aos resultados do segundo trimestre. Cerca de 78% dos participantes consideraram os números melhores do que o esperado, uma vez que havia pessimismo em relação à capacidade de a companhia sustentar a rentabilidade, depois de trimestres decepcionantes.
O balanço do segundo trimestre mostra que a Weg registrou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão, queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, a receita operacional líquida somou R$ 10,1 bilhões, recuo de 0,6%, enquanto o Ebitda atingiu R$ 2,2 bilhões, queda de 2,1%.
“A lucratividade foi a principal surpresa positiva, com 89% dos respondentes avaliando que a margem Ebitda reportada ficou acima das expectativas”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes.
No segundo trimestre, a margem Ebitda da Weg chegou a 21,8%, 0,3 ponto percentual inferior à registrada no mesmo período de 2025. Já o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) atingiu 33,6%, alta de 0,7 ponto percentual na mesma comparação.
Para 48% dos entrevistados, os números representam um gatilho para a compra da ação, enquanto 35% disseram que os desenvolvimentos macroeconômicos recentes os tornaram mais construtivos em relação à Weg.
As conclusões da pesquisa são consistentes com o que foi visto no pregão de quarta-feira, 22 de julho, quando as ações da Weg subiram 10,05%, para R$ 46,74. No pregão de quinta-feira, 23 de julho, os papéis recuavam 2,89% por volta das 12h, para R$ 45,39.
O resultado do segundo trimestre representa um alento para a companhia, que vinha lidando com baixas expectativas de analistas e investidores devido a fatores como demanda doméstica fraca, pressão cambial e custos mais elevados de matérias-primas nos últimos anos.
Muitos também apontavam que a ação negociava a múltiplos elevados, o que aumentava a exigência por resultados fortes e deixava pouco espaço para decepções. Assim, qualquer sinal de desaceleração era recebido com maior cautela pelos investidores.
A combinação desses fatores fez com que as ações da Weg acumulassem queda de 5,93% no ano, levando o valor de mercado da companhia a R$ 192,3 bilhões.
Apesar da melhora de sentimento estar fundamentada nos resultados, com os analistas da XP demonstrando confiança de que o crescimento deve reacelerar daqui para frente, eles alertam que continuam vendo riscos relacionados ao ritmo do ramp-up da capacidade e ao ambiente tarifário.
Para eles, a Weg deve continuar avançando de forma gradual, lembrando que a companhia também ganhou complexidade nos últimos anos.
“Olhando à frente, continuamos vendo as tarifas da Section 301 [sobretaxas dos Estados Unidos em retaliação ao Brasil] e a demanda fraca por solar como ventos contrários para o segundo semestre, parcialmente compensados pelo ramp-up da nova capacidade e por indicações saudáveis de entrada de pedidos em EEI [Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais]”, diz trecho do relatório.
Calculando que a ação está sendo negociada a um P/L de 27 vezes para 2027, após a forte alta de quarta-feira, os analistas da XP afirmam que o valuation atual da WEG já captura boa parte da trajetória de crescimento esperada para 2027 e 2028.