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Na máxima histórica da Amazon, o balde de água fria de Jeff Bezos: mais de US$ 4 bi em ações à venda

Por Redação 04 de agosto de 2026 3 min de leitura


O fundador da Amazon, Jeff Bezos, comunicou à SEC planos para a venda de até 15.000.000 de ações da companhia, o equivalente a cerca de US$ 4,16 bilhões pela cotação do último fechamento.

O anúncio ocorre após a companhia romper pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões em valor de mercado, na segunda-feira (3), após o balanço do segundo trimestre ter superado as expectativas do mercado. Na esteira da notícia sobre a venda de Bezos, no entanto, as ações da Amazon fecharam em queda de 2,32% nesta terça-feira (4).

Na rede social X, o comentarista Jim Cramer, da CNBC, classificou a venda de “buzzkill” (estraga-prazer). “Não posso reprovar o Bezos por vender US$ 4 bilhões em ações… mas que estraga-prazer”, diz a publicação.

A venda deve ocorrer no âmbito de um plano de negociação preestabelecido (Rule 10b5-1), adotado por Bezos em novembro de 2025. O mecanismo blinda executivos e insiders de acusações de uso de informação privilegiada ao automatizar as vendas conforme condições de preço, volume e tempo definidas previamente.

Apesar do valor bilionário, a venda é modesta frente à base acionária da companhia: as 15 milhões de ações a serem vendidas representam apenas 0,14% do total de 10.786.313.572 ações em circulação informado no próprio documento protocolado na SEC.

Bezos vem reduzindo sua posição na Amazon de forma recorrente nos últimos anos. Em junho de 2025, ele vendeu 25 milhões de ações por aproximadamente US$ 5,43 bilhões.

Bezos já declarou publicamente que vende cerca de US$ 1 bilhão por ano em ações da Amazon para financiar a Blue Origin, sua empresa espacial. Isso ganha um contexto extra agora: a Blue Origin está levantando capital externo pela primeira vez — US$ 10 bilhões numa avaliação pré-money de US$ 130 bilhões —, sendo US$ 2 bilhões do próprio Bezos.

A empresa também sofreu um revés recente: o foguete New Glenn explodiu durante um teste em 28 de maio, com reparos estimados em mais de US$ 1 bilhão.

O documento também informa, à parte da venda anunciada, que Bezos doou 220.200 ações a entidades filantrópicas em 4 de maio. Mesmo após a nova venda, Bezos deve permanecer como o maior acionista individual da Amazon.

Até o início de maio — data do último documento oficial sobre sua posição acionária —, ele detinha diretamente cerca de 8,17% do total em circulação, à frente de qualquer outro executivo ou membro do conselho. Na época da abertura de capital da empresa, em 1997, Bezos detinha mais de 40% das ações.

Atualmente, depois de Bezos, as gestoras BlackRock e Vanguard são as maiores acionistas da Amazon, com 6,8% das ações cada. Essas posições, diferentemente da fatia de Bezos, refletem majoritariamente fundos de índice e ETFs.

Em 2021, Bezos deixou o posto de CEO da Amazon, sendo sucedido por Andy Jassy, mas permanece como presidente do conselho executivo da companhia.



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Redação

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