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O número mais importante da Smart Fit já não é o de academias

Por Redação 10 de agosto de 2026 4 min de leitura


A quantidade de academias que o Grupo Smart Fit consegue abrir sem comprometer a rentabilidade é uma pergunta repetida trimestralmente nas apresentações de resultado.

No segundo trimestre deste ano, não foi diferente. O grupo de fitness e bem-estar chegou a 2.170 unidades, depois de abrir 352 unidades nos últimos 12 meses, mantendo um ritmo de expansão próximo de 20% ao ano.

Mas há um número que ajuda a explicar o motor de crescimento para o grupo nos próximos trimestres. O TotalPass, benefício corporativo que é um agregador de academias, chegou a 2,3 milhões de usuários e um crescimento de 70% em 12 meses.

“O TotalPass sempre foi uma feliz surpresa. As coisas acontecem mais rápido e com magnitude maior do que esperávamos”, diz José Luís Rizzardo, CFO do Grupo Smart Fit, ao Números Falam.

“Sempre esperamos X do TotalPass e, quando olhamos, esse X chega mais rápido. E não é X, é X mais alguma coisa”, complementa ele no programa quinzenal que vai ao ar sextas-feiras às 19h45 no CNN Money (o programa começa a partir de 17:20).

Criado em 2016, o TotalPass ganhou tração a partir de 2019, quando passou a receber mais capital e atenção da gestão ao negócio – um dos principais “patrocinadores” foi Diogo Corona, hoje CEO que na época ocupava a cadeira de COO.

O TotalPass, que “tinha tudo para dar errado” dentro de uma companhia cuja principal competência era construir e operar academias, colocou o grupo na disputa de um mercado muito maior do que aquele delimitado pelas catracas de suas próprias unidades.

Esse avanço também colocou a Smart Fit em uma grande disputa. A Wellhub, antiga Gympass, foi pioneira em transformar o acesso a academias em um benefício corporativo e depois ampliou sua proposta para uma plataforma mais abrangente de bem-estar.

O TotalPass nasceu como desafiante e, durante muito tempo, esteve atrás da rival. Em 2023, Diogo Corona comparou a empreitada a um McDonald’s criando o iFood.

Nesses últimos três anos, a distância diminuiu. Em setembro de 2024, o TotalPass já havia saltado de 8 mil para 18 mil academias parceiras em pouco mais de um ano e se consolidava como o principal rival brasileiro da Wellhub.

A disputa chegou também ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em embates relacionados às cláusulas de exclusividade da Wellhub com academias parceiras.

Agora, Rizzardo afirma que o TotalPass chegou a 36% de participação no mercado brasileiro em julho, com um ganho de aproximadamente dez pontos percentuais em 12 meses. No México, a plataforma já é líder entre os agregadores.

Nas contas do CFO do Grupo Smart Fit, o mercado endereçável e potencial para o TotalPass precisa ser comparado aos 50 milhões de beneficiários de planos de saúde e aos mais de 30 milhões de beneficiários de planos odontológicos. Hoje, são 13 milhões de brasileiros, aproximadamente, que frequentam academias, segundo os dados setoriais.

Peso das academias

Se o TotalPass é a grande aposta para o próximo ciclo do grupo, o negócio tradicional continua fornecendo a musculatura econômica.

O crescimento no número de academias Smart Fit, Bio Ritmo, Nation, Aera Pilates, Velocity, Race Bootcamp, entre outras, não impediu a melhora da rentabilidade.

A margem bruta caixa das academias maduras ficou em 51%, permanecendo em um patamar considerado saudável pela companhia pelo 13º trimestre consecutivo.

As unidades abertas em 2024 já operam com margem de 55%, superior inclusive à das academias maduras, enquanto as inauguradas em 2025 avançaram de 37% para 48% entre o primeiro e o segundo trimestre.

No consolidado, o Ebitda superou pela primeira vez R$ 700 milhões em um trimestre, chegando a R$ 711,6 milhões, alta de 24% sobre o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda atingiu 32,7%, expansão de 0,5 ponto percentual.

No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido recorrente foi de R$ 204 milhões, uma expansão de 8% sobre o mesmo período do ano passado. A receita líquida totalizou R$ 2,18 bilhões, um crescimento de 22% sobre o segundo trimestre do ano passado.

Na B3, a ação SMFT3 está em queda de 21,4% neste ano. O valor de mercado da empresa é de R$ 11,15 bilhões.



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Redação

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