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Patria vende controle da Elfa Medicamentos por valor simbólico

Por Redação 24 de agosto de 2026 5 min de leitura


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A Elfa Medicamentos, distribuidora de medicamentos e materiais hospitalares, anunciou a venda de 99,56% de suas ações, anteriormente controladas pelo Patria Investimentos, para a Gravataí Participações.

A transação, realizada por um valor simbólico de R$ 620,49, inclui a conversão de ações preferenciais em ordinárias. A Gravataí Participações planeja solicitar a dispensa de uma oferta pública de aquisição (OPA) e, caso não seja aceita, tomará as medidas necessárias.

A nova controladora indicou novos membros para o conselho de administração e convocará uma assembleia geral extraordinária.

O Patria destacou que a venda está alinhada a uma estratégia de revisão de crescimento, em resposta a desafios financeiros e operacionais enfrentados pela Elfa, que registrou um prejuízo significativo e um alto nível de endividamento após um período de crescimento acelerado.

A Gravataí pretende focar em eficiência operacional e fortalecimento da estrutura de capital da empresa.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em meio a um momento bastante desafiador em suas operações, a Elfa Medicamentos, distribuidora de medicamentos e materiais hospitalares, vai ter agora um novo controlador para tentar reverter essa situação.

A companhia anunciou na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, um acordo no qual fundos controlados pelo Patria Investimentos venderam a fatia de 99,56% que detinham na empresa para a Gravataí Participações, composta por ex-investidores do Hopi Hari.

Nos termos da transação, as ações preferenciais classes A e B da Elfa Medicamentos foram automaticamente convertidas em ações ordinárias. A fatia resultante foi adquirida pela Gravataí, que desembolsou o valor simbólico de R$ 620,49, proporcional a cada fundo, nesse processo.

O negócio também prevê que os fundos do Patria terão direito ao recebimento de um pagamento adicional caso a Gravataí Participações venda, direta ou indiretamente, ações, participações ou ativos da Elfa no prazo de 36 meses contados a partir da data de fechamento do acordo.

Ao mesmo tempo, o fato relevante informa que a Gravataí Participações irá solicitar à dispensa da realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). E que, caso o pedido seja indeferido, tomara as medidas necessárias para a efetivação desse processo.

A Elfa também observou que, uma vez que a operação foi consumada na sexta-feira, 21 de agosto, os conselheiros que representavam os fundos do Patria em seu board renunciaram aos seus assentos no colegiado.

Como parte desse movimento, a empresa ressaltou ainda que foram eleitos novos membros para o conselho de administração indicados pela Gravataí. E que será convocada uma assembleia geral extraordinária para ratificar a escolha desses nomes.

Procurada pela NeoFeed, a Elfa Medicamentos afirmou que iria se ater ao fato relevante divulgado hoje. O Patria Investimentos, por sua vez, disse em comunicado que uma nova equipe dará continuidade à operação neste “novo momento da Elfa”, ressaltando os impactos do cenário macro na operação.

“Durante o ciclo de investimentos, o Patria apoiou a transformação, a expansão e a consolidação do Grupo Elfa. Após um longo período de crescimento, a companhia enfrenta atualmente desafios em sua estrutura de capital, impactadas pela alta taxa de juros, com reflexos operacionais e financeiros”, informou a gestora.

No plano do Patria, o desinvestimento está alinhado a uma estratégia recente de revisão das teses de crescimento das empresas investidas no portfólio de dois de seus fundos de private equity na América Latina.

O pano de fundo para esse movimento foi o pacote composto pelo ciclo global prolongado de juros e inflação altos, menor liquidez e a queda na captação. E teve como um dos seus reflexos a decisão de liquidar o Fundo 4 e acelerar a venda de todas as empresas desse portfólio.

Além de companhias como SuperFrio, Gran Cofee e Víncula, o fundo em questão tinha como maior ativo justamente a Elfa Medicamentos. Nesse último caso, a expectativa era um prazo de 12 a 18 meses para um desinvestimento.

Segundo uma fonte próxima ao Patria, o plano era fazer um turnaround na Elfa Medicamentos antes de encontrar um comprador. “Mas acabamos recebendo uma proposta de um investidor e, dentro das alternativas que tínhamos e dada a visão dos investidores do fundo, a melhor alternativa foi vender agora”, afirma essa fonte.

O fato é que a Elfa Medicamentos vive uma fase mais desafiadora depois de cumprir um trajeto de crescimento acelerado via aquisições. Foram mais de 20 acordos nessa esteira inorgânica, que por sua vez, trouxe como fatura, entre outras questões, um alto nível de endividamento da operação.

Esse mesmo script foi repetido por diversos players do segmento de saúde nessa década. E, no caso da Elfa, teve como capítulos mais recentes o balanço do primeiro semestre de 2026, quando o prejuízo da companhia avançou 137,8%, em base anual, para R$ 309,3 milhões.

Nessa mesma base de comparação, a receita líquida saiu de R$ 2,12 bilhões, um ano antes, para R$ 1,42 bilhão. Enquanto a dívida bruta de R$ 1,48 bilhão representou uma redução de R$ 380 milhões sobre o número reportado no fim de 2025.

No fato relevante de hoje, a Gravataí, nova controladora, ressaltou que não tem a intenção de cancelar, no prazo de um ano, o registro de companhia aberta da Elfa. E que seu foco será implementar medidas de eficiência operacional, integrar os negócios e fortalecer a estrutura de capital da empresa.



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Redação

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