Anvisa aprova versão da EMS para o Ozempic, a primeira semaglutida produzida no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira caneta emagrecedora de semaglutida produzida no País. Será da farmacêutica EMS e o medicamento vai se chamar Ozivy.
A empresa tem a expectativa de comercializar 1,2 milhão de unidades do produto no primeiro ano, com faturamento acima de R$ 500 milhões. Agora, com a aprovação, a intenção da companhia da família Sanchez é que a caneta chegue às farmácias em 30 dias.
Os produtos, que serão fabricados na unidade de Hortolândia, no interior de São Paulo, serão distribuídos nas dosagens de 0,25mg (1 caneta); 0,5 mg (1 caneta), e 1 mg, com uma e duas canetas. A versão de 1 mg hoje representa 60% do mercado.
“Um produto tão esperado pela classe médica e pelos pacientes que agora passará a ter uma opção de tratamento produzida por uma indústria brasileira”, diz Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, em entrevista ao NeoFeed.
A primeira venda será em torno de 350 mil unidades, que vão abastecer de forma uniforme as farmácias no País, incluindo as principais redes e as empresas menores. “Entre fim de junho e início de julho já teremos. E a distribuição será contínua”, afirma Sanchez.
A EMS já investiu R$ 1,2 bilhão na plataforma de produção de canetas emagrecedoras. E, até o fim do ano, a companhia vai avaliar a necessidade de novos aportes na fábrica de Hortolândia. “A nossa fábrica está pronta e dimensionada para os próximos dois anos. Agora, iremos sentir se vamos precisar fazer novos investimentos em breve. Mas pelo menos até o fim de 2027 temos capacidade de produção”, diz Sanchez.
A patente da semaglutida no Brasil, da dinamarquesa Novo Nordisk, com o Ozempic e Wegpvy, expirou em março deste ano. A companhia tentou na Justiça postergar o prazo de exclusividade para, na visão da empresa, recompor o período, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o período de 20 anos da propriedade foi cumprido.
A EMS também foi a primeira a lançar a versão nacional da liraglutida, em agosto do ano passado, com Olire e Lirux. A patente do medicamento referência, também da Novo Nordisk, expirou em agosto de 2024.
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