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Investimento

Regime Fácil amplia financiamento para PMEs de alto potencial

Por Redação 27 de maio de 2026 3 min de leitura


Estabelecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Regime Fácil abriu uma nova rota de financiamento para as pequenas e médias empresas brasileiras. Em vigor desde o início de março, o novo conjunto de regras permite que negócios com faturamento anual bruto de até R$ 500 milhões levantem recursos via mercado de capitais, facilitando o acesso a instrumentos de dívida, como debêntures e notas comerciais. O teto de captação foi estabelecido em até R$ 300 milhões a cada 12 meses.

De acordo com Gabriela Denadai, diretora do Itaú Unibanco, a medida tem como principal benefício a diversificação das fontes de capital para empreendedores com alto potencial de crescimento, reforçando a competitividade do ecossistema nacional de PMEs. “Além de ampliar as possibilidades de financiamento para empresas com teses consistentes, a medida reduz a dependência exclusiva do crédito bancário. Esse aumento da oferta tende a gerar uma redução dos custos para companhias em busca de recursos para expansão”, afirma.

Ao mesmo tempo que simplificam processos regulatórios, as operações do Regime Fácil demandam o fortalecimento de estruturas de governança. Além da organização jurídica como Sociedade Anônima (S.A.), as regras incluem a necessidade do registro do formulário Regime Fácil, divulgação de informações de alterações de administradores, alteração de acionistas relevantes e alterações no capital social da companhia.

“Independentemente do porte da empresa, a entrada no mercado de capitais está condicionada a níveis avançados de organização financeira e controle de processos. Para negócios que têm essa maturidade, o Regime Fácil pode gerar um importante ativo de reputação, combinando a disponibilização de recursos financeiros com a chancela de que a companhia está bem preparada para lidar com investidores externos”, explica Gabriela.

Para apoiar empresas interessadas em fazer essa transição, a executiva destaca o trabalho realizado pelo Itaú no chamado preset estratégico. A partir de uma proposta integrada de consultoria e serviços, o foco de atuação está na consolidação dos mecanismos de governança e no direcionamento estratégico dos clientes do segmento. “O objetivo é ajudar empreendedores a antecipar demandas e questionamentos de mercado, garantindo a precificação adequada e o alinhamento aos padrões adotados por emissoras de títulos”, diz.

Na prática, as possibilidades reveladas pelo Regime Fácil já começaram a ser exploradas. As atividades foram inauguradas pela Mais Mu, fabricante de alimentos funcionais, que realizou uma oferta pública de R$ 2 milhões em notas comerciais. Estruturada como uma operação de renda fixa pelo Itaú, a transação marcou o início da modalidade no país.

“O apoio às pequenas e médias empresas é fundamental para diversificar oportunidades de investimento e impulsionar a competitividade do ambiente de negócios. Com o Regime Fácil, a expectativa é aplicar a nossa expertise para acelerar o crescimento de PMEs de alto impacto e promover o amadurecimento do próprio mercado de capitais”, conclui Gabriela.



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Redação

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