Últimas
Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil
IBOVESPA 128.450 ▲ +1,2%
USD/BRL 5,12 ▼ -0,3%
TAXA SELIC 10,5%
ABF INDEX 1.847 ▲ +2,1%
Gestão

O plano da EXA para criar um “Porto Digital” no Piauí

Por Redação 22 de junho de 2026 8 min de leitura


Ler o resumo da matéria

A EXA, uma joint venture entre a FS Security e a TIM, inaugurou o EXA Labs em Parnaíba, Piauí, como seu novo centro de P&D, com foco na prevenção a fraudes, especialmente impulsionadas pela inteligência artificial. O investimento previsto é de R$ 25 milhões nos próximos quatro anos.

Como pano de fundo para o projeto, o Brasil registrou mais de 14 milhões de tentativas de fraude em 2025, com a IA já presente em 42,5% desses casos.

O EXA Labs também visa formar mão-de-obra especializada, com convênios para estágios em instituições locais. A empresa, que já conta com 200 profissionais na cidade, busca consolidar a região como um polo de tecnologia.

Além disso, a EXA planeja expandir sua P&D internacionalmente, com foco em Israel, embora as conversas estejam suspensas devido a conflitos na região.

A companhia já atende cerca de 20 milhões de usuários e projeta um faturamento de R$ 500 milhões em 2026.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Fruto de uma joint venture entre a FS Security, holding de cibersegurança, e a TIM, a EXA nasceu em 2022 e, já no mesmo ano, desembarcou em Parnaíba, no Piauí, onde instalou uma de suas filiais. Quatro anos depois, está reforçando seus laços com a cidade de pouco mais de 170 mil habitantes.

O município foi escolhido para abrigar o EXA Labs, novo centro de P&D da companhia, que pretende ser uma espécie de “Porto Digita” no Piauí, em uma referência a um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, localizado principalmente no histórico Bairro do Recife (Recife Antigo).

Inaugurado na semana passada, o projeto terá como foco a prevenção a fraudes e inclui uma projeção de investimento de R$ 25 milhões nos próximos quatro anos. Além da conexão entre a pesquisa e a formação de profissionais, o centro tem como pano de fundo um cenário de avanço das ameaças, impulsionado pela inteligência artificial (IA). E, na mesma moeda, busca desenvolver soluções de ponta para combatê-las, baseadas nessa mesma tecnologia.

“O Brasil já era palco de muitos golpes, mas entrou numa onda mais sofisticada, onde muitas vezes é imperceptível o que é fake e o que é vida real”, diz Alberto Leite, fundador e CEO da FS Security, que controla a EXA, com uma fatia de 75% da operação da EXA. Os outros 25% pertencem à TIM.

“Hoje, você tem desde simulações de vozes até engenharia social reversa”, afirma Leite, ao NeoFeed. “E milhares de formatos, seja por voz, vídeo, texto, além de múltiplos canais de entrega, o que potencializou as capturas de dados e de contexto das vítimas, além do ferramental do cibercriminoso.”

Alguns dados ilustram esse avanço. Segundo a Serasa Experian, o país contabilizou mais de 14 milhões de tentativas de fraude em 2025, alta de 28,6% sobre 2024 – no Nordeste, o salto foi de 32%. A IA já é usada em 42,5% desses golpes e os deepfakes cresceram 830% no intervalo de um ano.

Sob esse panorama, a criação do EXA Labs dialoga com uma iniciativa anterior da empresa, também ligada fortemente a essa tecnologia. Há três anos, a EXA mantém um laboratório para estudos em IA em parceria com a PUC-Rio.

Esse projeto já rendeu frutos. O principal deles é o EVA, agente de prevenção a fraudes baseado em IA e machine learning, que foi desenvolvido pelo time da EXA, no decorrer de 2025, com a participação de alunos da universidade carioca.

Lançado no início deste ano, o EVA permite, entre outros exemplos, que um usuário consulte, via WhatsApp, se um QR Code, um link ou um arquivo são falsos ou não. Ou se suas senhas já foram vazadas em alguma oportunidade. As respostas da plataforma são dadas em até dez segundos.

Além de reforçar o portfólio da EXA, o projeto da EVA foi um dos fatores por trás da decisão de expandir a estrutura de P&D da companhia, assim como o modelo de parceria estabelecido com os alunos da PUC-Rio. A empresa entendeu, porém, que seria mais válido ampliar os horizontes da área.

“Entendemos que era preciso descentralizar e buscar uma cultura nova, até mesmo porque os problemas no Nordeste não são necessariamente os mesmos do Rio de Janeiro”, diz Leite. “E Parnaíba tem uma oferta de universidades muito boa e um ótimo nível de estudantes”.

Como parte desse pacote e da experiência de quatro anos da EXA no município, ele ressalta que a região também conta com um bom leque de opções de fomento para pesquisa e desenvolvimento, na figura de instituições e órgãos como o Banco do Nordeste (BNB), Sudene e BNDES.

O plano é recorrer a essas opções para financiar cerca de R$ 8 milhões do aporte de R$ 25 milhões previsto para o EXA Labs. A cifra total também dá uma boa medida da ampliação do foco em P&D. Nos últimos três anos, a EXA investiu R$ 9 milhões na área.

Nessa expansão em Parnaíba, a partir do EXA Labs, parte dos recursos já aplicados passa por estruturas como um centro de monitoramento de fraudes, em tempo real. A plataforma é alimentada por diversas fontes, de incidentes em redes sociais até dados coletados pela empresa na dark web.

“O centro é interativo e mostra os incidentes em tempo real por filtros como tipo de ameaça, região, sempre por meio de mapas”, explica Leite. “Nós acabamos de cortar a fita do EXA Labs. Estamos ainda no começo, mas a ideia é chegar a nível de mapeamento de 100% das fraudes”.

Já a próxima etapa de investimentos incluirá justamente frentes como a ampliação da base de dados que irá alimentar o centro de P&D. Bem como a evolução do EVA, com recursos como a identificação da origem das ameaças e o passo a passo que o usuário deve seguir caso seja vítima de um ataque.

Puxando a fila

Ao mesmo tempo, o projeto também carrega o componente de formação de mão-de-obra especializada para os quadros da EXA, dado o conhecido gap histórico de profissionais do setor no Brasil, uma lacuna que vem se ampliando com o avanço da tecnologia nas mais variadas frentes, bem como da IA.

Nessa direção, o lançamento do EXA Labs foi acompanhado da assinatura de convênios com a Uninassau e o SENAI para programas de estágio. O volume de vagas ainda está sendo dimensionado e também há conversas com outras instituições do Piauí, como UFPI, UESPI, IFPI, Unigrande e Uninter.

“Esse processo não é fácil, mas, quando bem encaixado, como no caso da PUC-Rio, produz grandes resultados”, diz Leite. “Estamos tentando levar esse mesmo modelo para Parnaíba, mas entendemos que essa curva de aprendizado lá será maior”.

Como maior empregador do setor no estado – hoje, são mais de 200 profissionais da Exa na cidade, Leite diz que, com essa expansão, o plano é incentivar a chegada de outras empresas e consolidar a região como um novo polo de tecnologia e inovação, nos moldes do Porto Digital, em Recife (PE).

“Nós ainda somos uma espécie de lobo solitário na região”, afirma. “Mas estamos puxando a fila e esperamos que, com o tempo, outros venham.”

Enquanto isso, a EXA contabiliza números como os cerca de 20 milhões de usuários que já possuem uma de suas soluções de proteção digital. Com essa base, a empresa projeta um faturamento na casa de R$ 500 milhões em 2026, alta de 32% sobre 2025.

Paralelamente, a companhia também já tem outros planos de expansão da sua área de P&D. Dessa vez, no exterior. O foco é Israel, polo global de cibersegurança, onde a empresa vinha mantendo conversas avançadas com uma universidade – de nome não revelado.

“Nós começamos a construir o que seria um laboratório em parceria lá”, conta Leite. “Mas esse movimento de guerra prejudicou essas conversas. Vamos esperar que esse acordo de paz melhore a situação para retomarmos esse diálogo”.



Fonte Link

Redação

Veja também

Deixe um comentário

R$ 260bi Faturamento do Setor
180.000+ Unidades Ativas
3.200+ Marcas Franqueadoras
1.3M Empregos Diretos