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A Nomos quer dobrar de tamanho sem abandonar o trader

Por Redação 17 de julho de 2026 3 min de leitura


A Nomos, assessoria de investimentos sócia da XP, cresceu onde muita gente prefere não encostar: no investidor trader. A casa, hoje com mais de R$ 10 bilhões sob custódia, tenta transformar esse DNA em escala num mercado que saiu da corrida por abertura de conta e entrou numa disputa por eficiência, marca e retenção.

A empresa nasceu em 2023 da união de duas assessorias — a BR, no Rio de Janeiro, e a ABS, em São Paulo — que, dentro da XP, haviam crescido mirando o mesmo perfil de cliente: o trader. Com o tempo, a concorrência entre elas virou canibalização de base. A XP entrou como mediadora para aproximar os times e costurar a fusão que deu origem à Nomos.

A sociedade com a XP veio num momento em que várias casas discutiam se tornar corretoras. No caso da Nomos, cujo diferencial era operar trading e derivativos, parecia um caminho natural.

“A XP achava que o nosso negócio realmente fazia sentido virar uma corretora por conta de fluxo de transações, de receitas que agente autônomo não tinha”, diz Rodrigo Imperatriz, CEO da Nomos, ao Wealth Point, programa do NeoFeed.

O plano chegou a ser colocado de pé. Mas a ideia perdeu sentido com uma mudança que mexeu na parte mais sensível do movimento: a migração da base de clientes.

“Teve uma mudança regulatória onde os clientes não poderiam ser tombados de forma automática. A gente teria que entrar em contato com um cliente por um, em um momento que estávamos com uma marca nova”, afirma Imperatriz.

A casa ainda vislumbra virar corretora em algum momento, mas como full, e não light. No curto prazo, a ambição é dobrar de tamanho em um ano e chegar a 10% do mercado de transações na B3 (hoje a empresa tem 7%).

A Nomos mira crescimento orgânico e aquisições, escalando mais o negócio de alocação de investimentos para a alta renda, sem deixar o seu primeiro cliente. A tese é que, no Brasil, trading não pode ser tratado como entretenimento. Há investidores com esse perfil e, com método, ele pode funcionar.

“Não dá para deixar uma pessoa que gosta desse mercado ser irresponsável, ir para um tigrinho, ir para uma casa de apostas”, diz Imperatriz. “Acreditamos que esse cliente precisa de educação e queremos estar do lado dele.”



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Redação

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