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Batalha pela Régis Bittencourt muda o jogo das rodovias brasileiras

Por Redação 23 de julho de 2026 5 min de leitura


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A EPR venceu o leilão da BR-116, entre São Paulo e Curitiba, ao oferecer um desconto de 22,53% na tarifa de pedágio, superando concorrentes como a Motiva e a Arteris. A tarifa cairá de R$ 25,80 para R$ 17,55, representando uma redução de 32%. A vitória da EPR, controlada pelos grupos Equipav e Perfin, consolida sua posição como um dos principais operadores rodoviários do Brasil, com investimentos previstos de R$ 7,2 bilhões em infraestrutura e R$ 4,06 bilhões em operação e manutenção ao longo de 15 anos.

A concessão abrange um corredor logístico vital, conectando o maior centro consumidor ao Porto de Paranaguá. A EPR já administra outros trechos no Paraná e na BR-040, totalizando mais de R$ 50 bilhões em investimentos. A derrota da Motiva, que buscava a liderança no setor, representa um revés significativo. A concessão é parte do programa de otimização da ANTT para renovar contratos e acelerar investimentos logísticos.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A disputa pela concessão dos 383 quilômetros entre São Paulo e Curitiba da BR-116, a Rodovia Régis Bittencourt, realizada na B3 na quinta-feira, 23 de julho, confirmou o que o mercado já vinha percebendo nos últimos anos: a EPR deixou de ser promessa e passou a ocupar espaço entre os grandes operadores rodoviários do País.

A empresa – controlada pelos grupos Equipav e Perfin – venceu o leilão ao apresentar o maior deságio entre os concorrentes, um desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, superando a Motiva, que ofereceu 12,10%, e a Arteris, atual concessionária, que entrou no certame com uma proposta simbólica de 0,01%.

Como o edital já previa um desconto de 11,8% sobre o atual preço do pedágio, a tarifa para percorrer a distância entre São Paulo e Curitiba terá redução de 32%, caindo de R$ 25,80 para R$ 17,55.

O resultado tem peso estratégico não apenas pelo valor do contrato, mas pelo simbolismo da disputa. A Motiva era vista por parte do mercado como favorita e tinha na Régis a chance de assumir a liderança nacional em extensão de rodovias concedidas, posição hoje disputada com a EcoRodovias por poucos quilômetros – 5,04 mil km versus 5,06 mil km. A derrota, portanto, não é apenas financeira, mas também simbólica.

Já para a EPR, a conquista reforça a trajetória de expansão iniciada em 2022 e consolida a empresa como um dos principais players privados do setor, com presença crescente no eixo Sul-Sudeste.

A concessão abrange um dos corredores logísticos mais importantes do País. A rodovia conecta o maior centro consumidor brasileiro ao Porto de Paranaguá, porta de saída do agronegócio e de cargas industriais.

É também um trecho conhecido por sua complexidade operacional devido a problemas de seu traçado na região de serra, que levaram a Régis a ficar 52 dias interditada no ano passado. Para o governo federal, a mudança de concessionária deve melhorar o desempenho da via e reduzir o histórico de problemas.

O novo contrato terá duração de 15 anos e prevê R$ 7,2 bilhões em investimentos para ampliação, modernização e adequação da infraestrutura. Outros R$ 4,06 bilhões serão destinados à operação e manutenção ao longo da vigência contratual.

A EPR também deverá pagar R$ 120 milhões à Arteris pela transição da concessão. Entre as obras previstas estão 70 quilômetros de faixas adicionais, 33 quilômetros de vias marginais, 14 pontos de ônibus, 33 quilômetros de ciclovias, 18 passarelas, 19 passagens de fauna, 91,4 quilômetros de iluminação em trechos de serra, 13 melhorias de interseções, duas melhorias de acesso, quatro obras de macrodrenagem e 27 correções de traçado.

O pacote inclui ainda intervenções voltadas ao aumento da segurança viária e da fluidez do tráfego, além da duplicação de 69 quilômetros de pista.

Para analistas, a Régis é um ativo premium. O BTG Pactual destacou que a rodovia tem margens de Ebitda superiores a 70% nos últimos anos, chegando a 77,5%, além de localização estratégica e de demanda consolidada.

A repactuação do contrato, mecanismo adotado pelo governo para atualizar concessões maduras, foi vista como oportunidade para destravar investimentos e corrigir gargalos históricos.

Expansão

A EPR já administra três lotes de rodovias no Paraná, incluindo trechos que se conectam ao Porto de Paranaguá. Também opera o trecho da BR-040 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora.

Somados, seus contratos representam cerca de R$ 47 bilhões em investimentos previstos nas próximas décadas. Com a Régis, esse valor ultrapassa R$ 50 bilhões, ampliando a presença da empresa em corredores estratégicos e reforçando sua posição entre os principais operadores privados do País.

Para o diretor-presidente da EPR, José Carlos Cassaniga, a vitória no leilão é mais do que uma expansão de portfólio. “Nosso compromisso é executar o contrato com disciplina de capital, excelência operacional e foco permanente na preservação de vidas”, afirmou o executivo após o certame.

A Motiva, por sua vez, sai do certame com um sabor amargo. A empresa vinha crescendo rapidamente e tinha na Régis a oportunidade de assumir a liderança nacional em rodovias concedidas. A derrota mantém a disputa acirrada com a EcoRodovias e adia o plano de consolidar uma posição dominante no setor.

A concessão da Régis Bittencourt é a quinta relicitada dentro do programa de otimização conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que busca renovar contratos antigos e acelerar investimentos considerados essenciais para a logística brasileira.



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Redação

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