A corrida pelo wellness premium ganha um novo competidor em São Paulo
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A rede de academias The Simple Gym, criada em 2024 no Rio de Janeiro, chega a São Paulo em novembro com o objetivo de atrair frequentadores do Parque Ibirapuera e bairros de alta renda ao redor.
A primeira unidade será em Moema, a menos de três quilômetros do parque. Fundada pelos irmãos Gabriel e Gustavo Rodrigues, a academia já recebeu investimentos de nomes como Rony Meisler, Mario Chady e Cesar Villares.
Com um modelo que busca se distanciar das redes tradicionais, a Simple Gym oferece um ambiente focado no bem-estar, com preços entre R$ 450 e R$ 500.
A proposta inclui serviços como banheira de gelo e pilates, além de um conceito de “comunidade”, voltado para a geração Z e que incentiva a criação de conteúdo nas redes sociais.
A empresa planeja abrir mais três unidades em São Paulo até 2027 e expandir no Rio de Janeiro, com um investimento total de R$ 50 milhões. O faturamento esperado para este ano é de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Criada em 2024 no Rio de Janeiro e logo abraçada pela geração Z, artistas e influenciadores da área fitness, a rede de academias carioca The Simple Gym chega a São Paulo em novembro.
E com um objetivo claro: capturar parte dos atletas que frequentam o Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo e atingir um quadrilátero formado por pessoas de alta renda em seu entorno. Com isso, a primeira unidade será no bairro de Moema, a menos de três quilômetros do parque.
A empresa foi fundada pelos irmãos Gabriel e Gustavo Rodrigues e tem entre seus sócios Rony Meisler, fundador da Reserva e agora à frente da Rebel Ventures, Cesar Villares, da 4MHolding, e Mario Chady, cofundador do Grupo Trigo, dono de marcas como Spoleto, China in Box e Gendai.
O aporte de Meisler foi o primeiro feito pela sua nova empresa de investimentos após vender a operação da Reserva e deixar o Grupo Azzas 2154. Além deles, a influenciadora Manuela Cit também integra o quadro societário.
O plano de expansão na capital paulista inclui inaugurar, até janeiro de 2027, mais três academias. Elas serão na Vila Nova Conceição, Itaim Bibi e mais uma em fase de prospecção, também na mesma região.
“Queremos chegar em São Paulo dominando o principal corredor de renda, influência e consumo da cidade”, diz Gabriel, hoje responsável pela área de expansão e novos negócios da companhia, ao NeoFeed. “Neste sentido, o Parque Ibirapuera tem essa vocação muito direcionada ao wellness.”
Os irmãos Rodrigues vêm de universos diferentes e não tinham nenhuma ligação com a área fitness até montar a rede de academias. Gabriel tem passagens no serviço público e já foi vereador em Niterói (RJ). Gustavo atuou na área de marketing da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da companhia Neoenergia.
“Queríamos empreender e entendemos que o fitness era uma ótima oportunidade. Mas nos incomodávamos com as práticas das principais redes, com ambiente escuro e música alta. Decidimos fazer algo diferente”, afirma Gabriel.
É nesse contexto que surge uma tese diferente dos modelos que estavam em curso no país. A intenção era justamente brigar em uma avenida distante das traçadas pelas principais redes.
A Simple Gym não queria estar na prateleira do low cost, como BlueFit e SmartFit, nem no segmento premium, como Bodytech.
O tíquete médio da Simple Gym gira em torno de R$ 450 a R$ 500, valor que deve ser mantido nas unidades de São Paulo. Além disso, as academias têm um ambiente diferente, com cores mais básicas, e sem muita distração, além dos aparelhos.
Junto com a expansão geográfica, a Simple Gym aperfeiçoou sua própria governança. Tanto que somente agora a companhia decidiu instituir o cargo de CEO, posto hoje ocupado por Gustavo.
Mas o que fez a Simple Gym ser uma academia procurada pela gen Z? Segundo Gabriel, o conceito de “comunidade” da academia, que dá espaço para gravações de vídeos e oportunidades para posts com alto potencial de viralização. “Nosso objetivo é incentivar que as pessoas compartilhem sua jornada.”
Tanto é que, em todas as academias, há tripés disponíveis justamente para que os clientes possam fazer vídeos. Esse movimento tem feito com que a rede tenha um alcance orgânico de quatro milhões de pessoas por mês nas redes sociais.
Outra mudança é no próprio conceito de bem-estar, com uma jornada mais ampla, além dos equipamentos padrão. A empresa alguns pilares, que se encaixam em uma espécie de circuito, para serem percorridos durante a semana de treinos.
A área de musculação é liberada para todos os dias. Um dos pilares oferece bioimpedância. Os outros são de pilates, um com aulas específicas, com temperatura diferente da sala, para maior queima calórica. O último pilar é o recovery, onde estão saunas infravermelho, banheiras, máscaras de luz e outros equipamentos.
Além das quatro academias em São Paulo, a rede também vai crescer no Rio de Janeiro. Hoje com quatro unidades (Gávea, Botafogo, Ipanema e Barra da Tijuca), a empresa planeja chegar a Niterói ainda neste ano, e, com isso, atingir nove academias.
Com mais de 85 mil entradas nas academias por mês e com cerca de cinco mil clientes, o plano da Simple Gym é fechar o ano com faturamento entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões, contra R$ 12 milhões no ano passado.