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Gestão

Crise de crédito abre espaço para gestoras independentes, diz CEO da JiveMauá

Por Redação 17 de agosto de 2026 3 min de leitura


Ao longo dos últimos anos, Alexandre Cruz, fundador e CEO da JiveMauá, gestora que surgiu atuando na classe de special situations, ou seja, ativos estressados, passou por diversas crises no Brasil.

E ele enxerga agora que o Brasil está enfrentando um cenário de crise de crédito. Os sinais são claros, na visão de Cruz: juros altos por muito tempo, muitas empresas endividadas e inadimplência dispersa em diversos setores da economia. Para ele, no entanto, isso pode ser uma oportunidade.

“Para quem empresta dinheiro de uma maneira mais estruturada ou mais sofisticada, ou que consegue navegar nesse cenário, é uma tremenda oportunidade, mas muita cautela”, disse Cruz, ao Café com Investidor, programa que entrevista os principais investidores do Brasil, uma parceria entre o NeoFeed e a CNN Brasil, exibido quinzenalmente na CNN Money.

Para a JiveMauá, a escassez de recursos nos canais bancários e no mercado de capitais amplia o espaço de atuação para gestoras independentes. Com a demanda por capital superando a oferta disponível, abre-se espaço para a seleção de ativos com estrutura de garantias reforçada.

A gestora atua na oferta de financiamento estruturado para companhias que enfrentam restrições nos bancos incumbentes, mas que mantêm geração de caixa e margens operacionais. A casa também aponta oportunidades na aquisição de ativos e créditos estressados de empresas em recuperação judicial.

Fundada por Cruz e Guilherme Ferreira, a gestora nasceu com foco em situações especiais, como créditos inadimplentes, imóveis em disputa e litígios. A estratégia é adquirir ativos com desconto, estruturar soluções jurídicas e financeiras e gerar retorno mesmo em cenários adversos.

“O exercício de analisar investimentos em situações especiais é um exercício de pessimismo constante”, afirmou Cruz. A lógica é considerar o pior cenário e avaliar se, mesmo assim, o investimento pode entregar retorno.

A experiência acumulada em ativos problemáticos levou à diversificação. A JiveMauá passou a atuar em fundos imobiliários, crédito estruturado e previdência. O objetivo é oferecer crédito direto a empresas que não conseguem captar nos bancos incumbentes.

“Ficou muito claro que a gente tinha uma tecnologia de recuperação de crédito, mas principalmente de evitar que aquele crédito faltasse”, afirma Cruz. Essa abordagem busca preencher a lacuna deixada pela retração dos bancos e do mercado de capitais.

Nesta entrevista, que você assiste no vídeo acima, Cruz fala também como usa ferramentas de inteligência artificial na rotina interna de análise e diz se está comprado ou vendido em recuperações judiciais no Brasil.



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Redação

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