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Com “invasão” de drones, Anac quer controlar uso por empresas e exigir habilitação de pilotos

Por Redação 17 de agosto de 2026 4 min de leitura


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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está avaliando a necessidade de exigir habilitação para pilotos de drones, devido ao aumento significativo no registro desses equipamentos no Brasil, que já soma 111,4 mil até julho de 2026.

O número representa quase o total de 2025, com uma alta de 192% em relação a 2024. A Anac projeta que o país pode alcançar cerca de 200 mil drones até o final do ano, impulsionados pela demanda empresarial em diversas áreas, como agricultura e entregas.

A agência já implementou novas regras para normatizar o uso de drones, incluindo restrições de peso e tamanho. O diretor-presidente, Tiago Faierstein, destaca a importância de adaptar a regulamentação às mudanças no mercado e evitar acidentes, mencionando que, embora haja exigência de cadastro e treinamento, a habilitação ainda não é obrigatória, mas está sendo considerada.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Brasília – Diante da forte escalada no registro de drones no país nos últimos anos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já se debruça sobre o controle do uso em meio empresarial e estuda até exigir habilitação para pilotar o equipamento.

Em 2026, até 23 de julho, a agência contabilizou 111,4 mil drones registrados no Brasil. Um número muito próximo ao verificado durante todo o ano passado, quando foram identificados 126,6 mil (uma alta de 192% frente aos 43,3 mil de 2024). Para se ter uma noção desse salto, em 2023 eram 8.843 aeronaves guiadas à distância.

Em função do forte aumento recente, a Anac projeta encerrar o ano com um recorde de cerca de 200 mil drones em um mesmo ano. Pelo monitoramento inicial da agência, é possível perceber uma grande demanda de drones por empresas: para pulverização agrícola, entregas de mercadorias, limpeza de prédios, em fábricas e até pela Petrobras.

Para o diretor-presidente da agência reguladora, Tiago Faierstein, essa explosão se explica pela exigência de registro de drones nacionalmente nos últimos anos. Mas também pelo mercado.

“O drone ficou barato e é fácil de pilotar. Então, por isso que está aumentando. Esse processo de cadastro na Anac já existe há algum tempo e a gente vem estimulando as pessoas e empresas a cadastrarem seus drones”, diz Faierstein em entrevista ao NeoFeed.

“Você precisa adequar o normativo a esse tipo de operação, porque os equipamentos mudaram muito, estão mais modernos e isso precisa estar pronto para eles”, complementa.

Diante desse cenário – o Brasil já é o quarto maior mercado para drones no mundo -, a agência publicou em julho deste ano uma nova regra (RBAC 100), em parceria com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Aeronáutica, normatizando o uso de drones em território nacional. A norma disciplina peso e tamanho permitidos, por exemplo.

O diretor-presidente da Anac pondera, no entanto, que a agência se atentou para revisar constantemente parâmetros para uso dos drones e vem mantendo contato frequente com o mercado para filtrar melhor onde está mais localizada a demanda comercial e direcionar a regulação e fiscalização.

“Já tenho muitos drones [no ar]. Daqui a pouco, vou ter drones chocando com outras aeronaves maiores. Eu preciso disciplinar até que altura e que peso podem carregar. Onde ele pode voar, se a pessoa que vai pilotar tem que ser habilitada ou não”, afirma Faierstein.

Segundo ele, esse monitoramento “constante” do uso de drones no país também visa evitar acidentes pessoais. Atualmente já existe uma regra que disciplina o uso de drones, em que se exige um cadastro e um treinamento de quem vai manusear o equipamento. No entanto, ainda não é exigida habilitação – na aviação, pilotos comercial e privado precisam do brevê (ou licença de aptidão), um documento oficial emitido pela Anac.

“Não existe ainda uma exigência de habilitação, mas a gente está pensando em fazer isso também. E para a gente o que importa é o uso comercial”, diz o diretor-presidente da Anac. “Realmente precisamos entender como é que a gente regula isso tudo. A gente está estudando aqui.”



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Redação

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