Nubank bate o consenso em receita, mas fica abaixo no lucro. México chega ao breakeven
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No primeiro trimestre de 2026, o Nubank registrou receita líquida de US$ 5,3 bilhões, com alta de 42%, superando a expectativa de US$ 4,93 bilhões. O número de clientes atingiu 135,2 milhões, sendo 115 milhões no Brasil, 15 milhões no México e cinco milhões na Colômbia. No entanto, o lucro líquido foi de US$ 871,4 milhões, abaixo da previsão de US$ 918 milhões, e o ROE ficou em 29%, abaixo do esperado de 31,1%.
A carteira de crédito cresceu 40%, totalizando US$ 37,2 bilhões. O Nubank alcançou o breakeven no México após seis anos, sendo a terceira maior instituição financeira do país. Apesar do crescimento, o Nubank detém apenas 7% do market share no Brasil.
A empresa aguarda a licença bancária nos EUA e planeja gastos operacionais de até 100 pontos-base do índice de eficiência. As ações do Nubank caíram 22,7% na Nyse, com valor de mercado de US$ 62,8 bilhões.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O desempenho do Nubank no primeiro trimestre de 2026 superou em partes a expectativa do mercado. Em receita e volume de clientes, superou o consenso dos analistas, divulgado pelo BTG. Mas ficou abaixo do previsto no lucro líquido e no ROE.
Entre janeiro e março, a instituição financeira registrou receita líquida de US$ 5,3 bilhões, alta de 42% sobre o mesmo período do ano passado – a expectativa do mercado era US$ 4,93 bilhões. O número de clientes chegou a 135,2 milhões, sendo 115 milhões no Brasil, 15 milhões no México e cinco milhões na Colômbia.
No lucro líquido, o Nubank reportou US$ 871,4 milhões, um avanço de 41% sobre o mesmo período do ano anterior. Só que os principais analistas financeiros previam US$ 918 milhões. O ROE, de 29%, apesar de ter crescido 2 pontos percentuais, também ficou abaixo do previsto, de 31,1%.
“Como nossa carteira de crédito cresceu mais do que o mercado esperava, a nossa política contábil prevê provisionar um valor maior e de forma antecipada. Se a gente tivesse crescido nos termos que o mercado espera, teríamos batido o consenso de longe”, diz Guilherme Lago, CFO do Nubank, em entrevista ao NeoFeed.
Um ponto de destaque do balanço do primeiro trimestre foi o resultado alcançado no México, ao atingir o breakeven após seis anos de operação. A companhia chegou ao patamar bem antes do que no Brasil, quando foram necessários oito anos para chegar ao ponto de equilíbrio. Hoje, o banco já é a terceira maior instituição financeira no mercado mexicano.
“A monetização e a eficiência estão indo bem mais fortes do que no Brasil. Estamos muito animados com esta operação. Isto comprova que a estrutura do modelo de negócio no Brasil é aplicável em outros países”, afirma o executivo.
O portfólio de crédito consolidado, que inclui o volume de empréstimos e de cartão de crédito, cresceu 40% no trimestre, com US$ 37,2 bilhões. Os depósitos somaram US$ 42,4 bilhões, alta de 22%.
Mesmo com o crescimento registrado no volume de receita e no aumento de cerca de quatro milhões de clientes no trimestre, o Nubank opera hoje com market share de 7% em relação à rentabilidade do setor de varejo no Brasil.
“Há um crescimento esperado no setor financeiro no Brasil de pelo menos 50% nos próximos cinco anos. Isso representa uma oportunidade muito grande para a gente ganhar mais participação de mercado”, afirma Lago.
Ainda à espera da licença bancária plena nos Estados Unidos, que deve ocorrer entre 12 e 18 meses, o Nubank planeja um volume de gastos operacionais no país, entre 2026 e 2027, de até 100 pontos-base do índice de eficiência, hoje em 17,6%.
“Se a gente tiver sucesso nos Estados Unidos, será a porta de entrada para o maior mercado bancário do mundo. E isso é muito relevante. O custo de desenvolver uma plataforma nos Estados Unidos será muito palatável”, explica.
No acumulado de 2026, as ações do Nubank registram queda de 22,7% na Nyse. A companhia tem valor de mercado de US$ 62,8 bilhões.