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Aposta de Sam Altman para fusão nuclear, Helion triplica valor e passa a valer US$ 15,5 bilhões

Por Redação 04 de junho de 2026 4 min de leitura


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A Helion, startup de fusão nuclear apoiada por Sam Altman, captou US$ 465 milhões, elevando seu valor de mercado para US$ 15,5 bilhões. Em um ano, seu valuation quase triplicou, passando de US$ 5,4 bilhões após uma rodada anterior. A fusão nuclear, antes dominada por governos, agora atrai investimentos do setor privado, especialmente de investidores de inteligência artificial, devido à crescente demanda por energia.

A Helion já levantou cerca de US$ 1,5 bilhão desde sua fundação e usará os novos recursos para acelerar seus planos comerciais e ampliar a capacidade de produção. Recentemente, a empresa alcançou temperaturas superiores a 150 milhões de graus Celsius em sua máquina experimental Polaris e firmou contratos para fornecer eletricidade à Microsoft e desenvolver uma usina de fusão com a Nucor. Fundada em 2013, a Helion está construindo sua primeira usina de energia, a Orion, em Washington.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Helion, empresa de fusão nuclear que tem entre seus principais apoiadores Sam Altman, CEO da OpenAI, acaba de ganhar um novo voto de confiança do mercado. De acordo com a agência Reuters, a companhia captou US$ 465 milhões em uma rodada liderada pela Thrive Capital, elevando seu valor de mercado para US$ 15,5 bilhões.

Em pouco mais de um ano, o valuation da startup quase triplicou. Em janeiro de 2025, a empresa havia levantado US$ 425 milhões em uma rodada série F e sido avaliada em US$ 5,4 bilhões.

A corrida pela fusão nuclear deixou de ser um projeto dominado por governos e passou a atrair bilhões de dólares do setor privado, especialmente de empresários e investidores ligados à inteligência artificial, já que os sistemas de IA exigem volumes crescentes de energia. Por isso, muitos dos líderes do setor veem na fusão uma possível solução para sustentar essa demanda no longo prazo.

Além de Altman, Bill Gates e Nvidia já investiram na concorrente Commonwealth Fusion Systems (CFS), enquanto o Google apostou tanto na CFS quanto na TAE Technologies, reforçando a conexão cada vez maior entre a corrida pela inteligência artificial e a busca por novas fontes de energia.

Segundo a organização europeia Fusion for Energy, os investimentos acumulados em empresas de fusão saltaram de US$ 1,7 bilhão em 2020 para US$ 15 bilhões em setembro de 2025.

Com o novo aporte, a Helion soma cerca de US$ 1,5 bilhão captado desde sua fundação. Segundo a empresa, os recursos serão destinados à aceleração de seus planos comerciais, à ampliação da capacidade de produção e à entrega futura de energia para clientes.

A nova rodada, série G, reuniu investidores como Alta Park Capital, Anti Fund, BoxGroup, Lux Capital, Peak XV Partners e Bill Ford, presidente executivo da Ford Motor. Também participaram acionistas que já apostavam na empresa, incluindo Lightspeed Venture Partners, Mithril Capital, SoftBank Vision Fund 2 e Good Ventures Foundation.

O anúncio ocorre após a Helion divulgar avanços em sua máquina experimental Polaris. De acordo com a empresa, o equipamento operou com combustível de fusão e alcançou temperaturas superiores a 150 milhões de graus Celsius, o que significa algo dez vezes mais quente que o sol.

Para viabilizar a geração comercial de energia por fusão nuclear, é necessário alcançar temperaturas próximas de 200 milhões de graus Celsius. Mesmo sem ter chegado lá ainda, a Helion fechou um contrato, em 2023, para fornecer eletricidade à Microsoft já a partir de 2028. Também assinou uma parceria com a Nucor para desenvolver uma usina de fusão com capacidade de 500 megawatts.

Fundada em 2013 por David Kirtley, John Slough, Chris Pihl e George Votroubek, a Helion avança na construção da Orion, sua primeira usina de energia, que está sendo erguida em Malaga, no estado de Washington.



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Redação

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