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Puxada pelo “tropeço” da Prevent Sênior, MedSênior quer dobrar de tamanho

Por Redação 30 de julho de 2026 6 min de leitura


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A MedSênior, operadora de saúde capixaba focada em clientes acima de 49 anos, vê uma oportunidade de crescimento devido à diversificação de público da Prevent Sênior, seu principal concorrente.

Com 310 mil beneficiários, a MedSênior planeja alcançar 700 mil até 2030, aproveitando a migração de clientes da Prevent, que enfrentou uma crise de imagem e queda no número de beneficiários.

A MedSênior adota um modelo de atendimento híbrido, com rede própria e conveniada, permitindo maior flexibilidade aos clientes, enquanto a Prevent possui uma estrutura verticalizada.

A empresa também está expandindo geograficamente, com um investimento de R$ 130 milhões para novas unidades, incluindo operações no Nordeste e Centro-Oeste.

Além disso, a MedSênior deve permitir adesões de pequenas e microempresas, mas sem perder o foco em planos individuais, que hoje representa 98% da carteira da operadora.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Voltada exclusivamente para clientes acima de 49 anos, a operadora de saúde capixaba MedSênior enxergou a oportunidade de crescimento em sua base de beneficiários a partir da diversificação de público de seu principal concorrente, a Prevent Sênior, que, apesar do nome, aceita usuários a partir de 18 anos.

Com cerca de 310 mil vidas asseguradas – expansão acima de 15% sobre a base de 268 mil do fim de 2025 -, a companhia planeja alcançar a Prevent Sênior, que hoje tem 549 mil e vem em ritmo de queda nos últimos anos (já teve mais de 580 mil), em dois anos. E chegar ao patamar de 700 mil beneficiários até 2030.

“Eles perderam um pouco esta característica e reduziram a faixa etária. Deixaram de ser uma operadora exclusiva para idosos. E nós estamos explorando isso. Nós não temos intenção de atender público mais jovem”, diz Maely Coelho, fundador e CEO da MedSênior, em entrevista ao NeoFeed.

Ainda que não tenha o número exato de novos beneficiários a partir da troca da Prevent Sênior pela MedSênior, o empresário diz que a migração tem sido relevante. A receita da operadora de saúde em 2025 foi de R$ 3,25 bilhões. Para este ano, o plano é de ultrapassar a barreira de R$ 4 bilhões.

“Há muito mais perda deles para a gente do que o inverso. Esses clientes estão vindo por gravidade. E muitos corretores estão oferecendo mais o nosso plano para quem é deste público”, diz o CEO.

Outro ponto-chave destacado pelo empresário em relação à forma de atendimento, que tem características diferentes. Ainda que a Prevent tenha uma capilaridade maior, o atendimento é verticalizado, somente com sua estrutura médica. No caso da MedSênior, o formato é híbrido, incluindo hospitais e médicos credenciados.

“A opção é do beneficiário. No caso dos clientes da Prevent, ou eles vão nos hospitais da rede própria, ou ficam sem. E isso é ruim. Atender idoso é muito diferente de atender outro público. Erramos bem menos”, afirma Coelho.

A Prevent Sênior enfrentou uma grave crise de imagem durante a pandemia da Covid-19, quando foi acusada de adotar medidas que colocaram em risco os pacientes, como o uso do Kit Covid, sem comprovação científica da eficácia.

A empresa chegou a ser alvo de investigações do Ministério Público (MP) e de comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado. E assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para interromper o protocolo médico.

“Eles realmente tiveram muita dificuldade. E a gente passou ileso. Tínhamos acabado de inaugurar uma unidade hospitalar em Vitória, e fizemos uma força-tarefa para criar uma unidade de referência. Assim, liberamos leitos de outros hospitais para dar mais vagas a outras operadoras e o SUS”, lembra o fundador.

A captura de novos clientes para a MedSênior não está, no entanto, somente naqueles que vêm migrando de outros planos, como da própria Prevent Sênior. Há um plano de expansão geográfica, a partir da implementação de mais unidades de saúde.

Maely Coelho, fundador e CEO da MedSênior

Para isso, o fundador da companhia separou um cheque de R$ 130 milhões, que será aportado neste ano para novas unidades, além de ampliação das atuais. Recentemente, a empresa passou a ter operações no Recife, em Pernambuco, entrando no Nordeste, e agora estuda a chegada a Goiânia.

“Queremos avançar no Nordeste e no Centro-Oeste. E podemos abrir mais de uma unidade. No momento, estamos fazendo estes estudos, entendendo o mercado e sentindo a aderência de clientes e de corretores”, explica Coelho.

A próxima cidade que a MedSênior deve desbravar é Fortaleza, no Ceará. “Mas também vamos aprimorar o atendimento nas cidades em que a gente já opera. Demoramos a chegar no Nordeste porque focamos muito o Sul e Sudeste. Mas agora vamos expandir.”

Hoje, a companhia tem quatro hospitais – em Vitória, no Espírito Santo; em Taguatinga, no Distrito Federal; em Belo Horizonte, Minas Gerais; e no Rio de Janeiro –, além de outras cinco unidades de urgência.

A rede ainda conta com 45 unidades próprias em sete estados e Distrito Federal, que tem 21 ambulatórios, nove laboratórios de exames, 16 centros de diagnóstico, 15 centros de oftalmologia, seis centros de oncologia e 17 núcleos de autonomia.

No ano passado, a operadora realizou dois milhões de exames laboratoriais, 726 exames diagnósticos e fez cerca de 650 mil consultas e procedimentos.

Fundada em 2010, a companhia de Maely Coelho deve, com isso, passar por essa aceleração de expansão mais rápida, em relação ao ritmo dos últimos 15 anos, justamente pela necessidade de consolidação de mercado.

“Quando você passa de médio para grande, as dificuldades diminuem. Por isso que aposto em um avanço mais rápido de crescimento a partir de agora”, diz o empresário.

Nesse novo plano de crescimento, a MedSênior deve permitir, ainda de forma gradativa, adesões para pequenas e microempresas (PMEs). Mas isso não deve representar mudança significativa em sua base. Segundo o CEO, mais de 98% dos clientes são de planos individuais.

“Sempre fomos focados na pessoa física, diferentemente de muitas operadoras, que preferem planos por adesão. E só reajustamos o que determina a ANS [neste ano, foi 6,2%]. Isso dá uma segurança para o beneficiário, que não toma susto”, afirma.



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Redação

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