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Na Porto, a diversificação do negócio garante o lucro

Por Redação 07 de agosto de 2026 6 min de leitura


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A Porto diversificou suas operações em 2022, criando Porto Bank, Porto Saúde e Porto Serviço, o que se refletiu em resultados positivos no segundo trimestre de 2026.

Apesar do aumento de 67% nas provisões de perdas de crédito da Porto Bank, que resultou em uma queda de 32% do lucro líquido do braço financeira do grupo, as verticais de seguros, saúde e serviços apresentaram bom desempenho, com a Porto Seguro reportando lucro de R$ 455,8 milhões e a Porto Saúde, R$ 144 milhões.

O lucro líquido recorrente do grupo foi de R$ 889 milhões, um crescimento de 1% em relação ao ano anterior. A receita total cresceu 11%, totalizando R$ 11 bilhões. A estratégia de cross-selling também avançou, com a média de produtos por cliente aumentando de 1,2 para 1,9.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Não é de hoje que a Porto vem propagando as vantagens da sua diversificação, iniciada em 2022, quando foi além dos seguros e estruturou outras três empresas – Porto Bank, Porto Saúde e Porto Serviço. E, no segundo trimestre de 2026, mais do que nunca, esse discurso se materializou em números.

“Essa é mais uma amostra da robustez desse modelo”, disse Paulo Kakinoff, CEO da Porto, em conversa com jornalistas. “Mesmo com uma variação importante em uma vertical, ela é compensada pela performance das outras. E isso tem nos conferido uma certa linearidade de crescimento”.

A Porto fechou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido recorrente de R$ 889 milhões, montante que representou um crescimento de 1% sobre o número reportado na última linha do balanço no mesmo intervalo do ano passado.

Entre abril e junho, o retorno sobre o patrimônio recorrente (ROAE) do grupo foi de 22%, uma queda de 2,3 pontos percentuais. A companhia ressaltou, no entanto, que esse foi o oitavo trimestre consecutivo com o índice acima da casa de 20%.

A receita total da Porto teve expansão de 11% no trimestre, para R$ 11 bilhões, enquanto o resultado financeiro avançou 3% na mesma base de comparação, encerrando o período em R$ 387 milhões.

“É um trimestre que traz claramente as verticais de seguro, saúde e de serviço com um nível de tração ainda mais acelerado que o primeiro trimestre”, disse Kakinoff. “E com um crescimento do nosso resultado, ainda que marginal, por conta da sazonalidade mais baixa típica do segundo trimestre”.

Como já vinha sendo antecipado pelo mercado – e pela própria companhia –,  a Porto Bank registrou um crescimento de 67% nas provisões com perdas de crédito, para R$ 868 milhões.

A alta nesse indicador impactou a última linha do balanço. O lucro líquido do braço financeiro da Porto recuou 32% em base anual, para R$ 138 milhões. Na contramão dessa queda, a receita da operação avançou 17%, para R$ 1,9 bilhão.

“Fizemos um provisionamento maior na linha de crédito numa abordagem ainda mais conservadora justamente por conta da deterioração que estamos vendo no mercado, tanto no crédito quanto na inadimplência”, afirmou Kakinoff.

O CEO da Porto acrescentou que o volume das provisões da Porto Bank vinha em um nível “sistematicamente” abaixo dos patamares do mercado. “Agora, estamos provisionando para que rode no mesmo nível.”

Em outro número por trás desse aumento nas provisões, a inadimplência acima de 90 dias na carteira da Porto Bank ficou em 9,4%, contra 8,2%, nos primeiros três meses de 2026, e 6,9% no mesmo intervalo de 2025.

“Esse crescimento da inadimplência foi puxado, notoriamente, pelo cartão de crédito”, disse Domingos Falavina, diretor de relações com investidores da Porto. “Já esperávamos uma deterioração em função de clientes que vinham renegociando repetidamente o próprio cartão”.

Em contrapartida, ele ressaltou que todas as outras linhas da Porto Bank, como consórcios, cresceram no trimestre. Além de destacar a melhora de quatro pontos percentuais no índice de eficiência da operação, para 25,4%. “Quando esse ciclo de crédito melhorar, vamos nos beneficiar dessas melhorias”, disse.

O bom desempenho foi a tônica das outras três verticais da Porto. Carro-chefe da operação, a Porto Seguro reportou lucro líquido de R$ 455,8 milhões, alta de 4,9%. As receitas e prêmios registraram um salto de 8%, impulsionado pelas expansões de 12%, em Patrimonial, e de 8% no segmento de Auto.

Já a Porto Saúde teve lucro líquido de R$ 144 milhões, alta de 36%. A receita da vertical cresceu 14%, na trilha da expansão de 20% nos beneficiários de seguro saúde, para 904 mil vidas. Em Odonto, o avanço foi de 16%, para 1,3 milhão. A sinistralidade teve melhora de 0,4 ponto percentual, para 76,9%.

Última vertical a ser lançada na estratégia de diversificação do grupo, a Porto Serviço reportou lucro líquido de R$ 50 milhões, com alta de 11%, e receita de R$ 659 milhões, um crescimento de 6% sobre igual período, um ano antes.

Juntamente com o balanço, a Porto trouxe algumas atualizações para o guidance de 2026. Na Porto Seguro, a projeção de sinistralidade saiu da faixa de 50,5% a 54,5% para 50% a 54%.

Já na Porto Bank, as provisões com perdas de crédito cresceram da variação de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,1 bilhões para R$ 3,1 bilhões a R$ 3,5 bilhões. Mas a estimativa de receita gira agora entre R$ 7,9 bilhões a R$ 8,1 bilhões, contra a faixa anterior de R$ 7,5 bilhões a R$ 7,9 bilhões. E, o índice de eficiência, evoluiu de 27% a 31% para a nova estimativa de 24% a 28%.

À parte desses indicadores, Kakinoff trouxe outros números para reforçar como a Porto avançou em sua estratégia de diversificação. E, numa frente em particular: os ganhos com as iniciativas de cross-selling entre as quatro verticais que compõem atualmente o ecossistema do grupo.

“Quando essa história começou lá atrás, a média de aquisição por cliente era de 1,2 a 1,3 produtos. Hoje, nós estamos batendo em 1,9”, disse o CEO. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que o avanço embutido no número atual é, na verdade, muito maior sob outra perspectiva.

“Quando tínhamos essa média em 2022, a companhia tinha 7 milhões de clientes. Estamos batendo agora a marca de 19 milhões”, afirmou. “Então, crescer a base e, simultaneamente, aumentar o número de produtos por cliente indica que hoje realmente temos uma penetração muito maior desse portfólio”.

As ações da Porto fecharam o pregão da quinta-feira, 6 de agosto, com queda de 1,55%, cotadas a R$ 52,65, avaliando a empresa em R$ 33,7 bilhões. No acumulado de 2026, os papéis registram alta de 8,8%.



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Redação

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