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EXCLUSIVO: Turbi negocia aporte e tem duas propostas na mesa para captar até R$ 300 milhões

Por Redação 21 de agosto de 2026 7 min de leitura


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O NeoFeed apurou que a Turbi, plataforma brasileira de locação de veículos e venda de seminovos, está avaliando duas propostas de captação de recursos entre US$ 40 milhões e US$ 60 milhões.

Inicialmente, a empresa estava em negociações avançadas com um fundo ocidental, mas um grupo de investidores chineses apresentou uma oferta mais recente, aproveitando laços existentes da Turbi com montadoras chinesas.

Ambas as propostas oferecem não apenas capital, mas também suporte estratégico. A decisão sobre qual oferta aceitar deve ser tomada nas próximas semanas, embora a captação simultânea de ambos os fundos seja improvável devido à diluição para os acionistas.

Os recursos captados serão utilizados principalmente para expandir a frota da empresa e investir em novas vertentes de negócios, como tecnologia de telemetria e estacionamentos autônomos.

No primeiro semestre de 2026, a Turbi reportou receita líquida de R$ 179,9 milhões, com um prejuízo de R$ 47,2 milhões.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Nas próximas semanas, a Turbi, plataforma brasileira de locação de veículos e venda de seminovos, terá que fazer uma escolha entre dois percursos que vão definir os próximos rumos e a velocidade das estratégias em curso na sua operação.

Conforme apurou o NeoFeed, a companhia tem duas propostas na mesa para uma captação, via equity e em estágios avançados, na faixa de US$ 40 milhões a US$ 60 milhões (cerca de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões).

O trajeto para esse “dilema” teve início no começo deste ano, quando a Turbi lançou uma rodada, a princípio, mais próxima do patamar de US$ 50 milhões. Depois de abordar fundos globais, mais recentemente, a empresa estava em vias de fechar um acordo com um desses players.

“As conversas tiveram uma boa tração e, em julho, a Turbi estava bem encaminhada com um fundo de bolso grande, do Ocidente”, diz uma fonte de mercado. “Mas nas últimas semanas, um grupo chinês trouxe uma segunda proposta e eles decidiram parar e avaliar melhor as duas opções”.

O atalho para essa nova proposta veio dos laços que a Turbi já mantém com montadoras chinesas, por conta das negociações para a aquisição de veículos dessas marcas que abastecem o dia a dia da sua operação.

Esse relacionamento foi a ponte para as conversas com o grupo de investidores por trás de algumas dessas montadoras que agora negocia uma injeção de recursos na Turbi. Essa conexão resultou, inclusive, numa viagem à China dos executivos da empresa brasileira no primeiro semestre desse ano.

“A partir dessa aproximação e da abertura da captação, essa conversa ganhou um outro escopo”, afirma um profissional do mercado financeiro. “Então, era uma carta que já estava no páreo e que, agora, virou uma proposta. Não é mais um namoro, é a formalização de um investimento direto na companhia”.

Os valores dessa segunda oferta são ligeiramente superiores aos da primeira proposta. Mas, à parte das cifras envolvidas, o que fez com que a companhia decidisse colocasse um “pé no freio” na negociação inicial foi um componente estratégico embarcado em um eventual deal com os investidores chineses.

“Ambos os fundos são investidores de alto calibre, estratégicos e aportariam bastante para a empresa, não só dinheiro”, diz essa mesma fonte. “O ponto é que esse grupo chinês, além de oferecer um pouco mais, tem essa questão de ter conexão com todas essas montadoras chinesas que estão no Brasil”.

Além das portas que esse relacionamento poderia trazer para a Turbi, ele ressalta que, para os investidores chineses, os racionais passam por questões como estabelecer um vínculo maior com um grande comprador de carros no País.

“O crescimento das montadoras chinesas no Brasil está muito ligado a vendas no B2C”, afirma essa fonte. “É interessante para eles se aproximarem de uma locadora, dado que as vendas para grandes contas ocupam mais da metade dos negócios no mercado local”.

Na outra ponta, o fundo responsável pela primeira oferta também abre caminho para questões mais estratégicas, que vão além dos recursos financeiros, e que estão sendo avaliadas nessa decisão a ser tomada pela Turbi.

“É um fundo que conhece empresas do mesmo perfil e que pode ajudar muito do ponto de vista de governança”, diz outra fonte do mercado, que ressalta o fato de ser um nome de bastante peso, que traria uma chancela relevante, com reflexo na percepção do mercado sobre a companhia.

“Eles trariam um suporte muito robusto para a Turbi”, afirma. “É um nome mais tradicional, mais old money, que faz esse tipo de investimento há décadas, entende muito bem desse modelo e ajuda bastante as companhias nas quais eles investem”.

Segundo as fontes ouvidas, o martelo será batido nas próximas semanas e não está excluída a possibilidade da captação nas duas frentes. Esse caminho, porém, é pouco provável, já que isso significaria uma diluição considerável para os atuais acionistas da Turbi num momento que ainda não é considerado como ideal para esse passo.

Hoje, a Arc Capital detém 31,9% da operação, seguida pela Red Asset, com 13,6%. A Domo.VC tem uma fatia de 11,5%, enquanto os fundadores e o management da companhia mantêm uma participação de 12,08% na empresa, que já captou R$ 249 milhões via equity desde a sua fundação, em 2017,além de R$ 1,3 bilhão, via dívida.

“Isso acaba limitando o tamanho do desembolso que cada um dos dois fundos pode fazer”, afirma uma das fontes. “E o cheque acaba não ficando tão grande para gestoras como esses dois grupos, que têm bolsos profundos”.

Destinos

Conforme apurou o NeoFeed, seja qual for a escolha feita pela Turbi, o destino do novo aporte já está decidido. Boa parte dos recursos será aplicada na expansão da frota da empresa, que fechou o primeiro semestre com pouco mais de 7 mil carros.

Em paralelo, a companhia deve reservar uma parcela desse investimento para vertentes adjacentes aos seus negócios core de locação e venda de seminovos, como parte de uma estratégia que a empresa vem executando dentro da sua tese de consolidar uma plataforma de mobilidade urbana.

Esse pacote inclui negócios como a Trato, seu braço financeiro, e a oferta de tecnologias de telemetria e rastreamento para segmentos como bancos e seguradoras. Além de frentes como o seu projeto de estacionamentos autônomos.

Em seu balanço mais recente, a Turbi reportou uma receita líquida consolidada de R$ 179,9 milhões no primeiro semestre de 2026, alta de 27% sobre o mesmo intervalo do ano passado. A receita de locação cresceu 25%, para R$ 121,3 milhões, enquanto a de seminovos avançou 33%, para R$ 58,6 milhões.

A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 47,2 milhões nos primeiros seis meses de 2026, contra R$ 29 milhões, um ano antes. O Ebitda consolidado foi de R$ 61 milhões, um salto de 43%, enquanto a margem Ebitda de 33,9% representou uma melhora de 5,7 pontos percentuais.



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Redação

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