Samsung abre o cofre e devolve até US$ 80 bilhões aos acionistas em meio ao boom de IA
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A Samsung vai devolver a acionistas até US$ 80 bilhões (90tri a 110tri de wons) em dividendos e recompras neste ano — maior programa da história da empresa, 5x o recorde de 2020.
Do total, 15tri de wons vão para recompra de ações entre 24/8 e 21/11, para remunerar funcionários; outros 30tri saem em dividendos no terceiro trimestre.
A fatia do quarto trimestre só é definida em janeiro. O pacote cumpre a meta de devolver metade do fluxo de caixa livre do triênio 2024-2026 (120tri a 140tri de wons).
Dias antes, a rival SK Hynix anunciou recompra de 40tri de wons (US$ 29 bi). O tamanho dos pacotes reflete o lucro recorde do boom de IA e a dúvida do mercado sobre a duração do ciclo. As ações das duas caíram 22% e 41% desde as máximas de junho, ainda com alta de 270% e 577% em 12 meses. Só no segundo trimestre, a receita da Samsung saltou 130%, a 171,5tri de wons (US$ 124,3 bi), puxada pela divisão de semicondutores, recorde em memória para servidores de IA.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Samsung Electronics vai devolver aos acionistas até US$ 80 bilhões em dividendos e recompras referentes aos resultados deste ano. O programa, divulgado nesta sexta-feira, 21 de agosto, é o maior já anunciado pela empresa sul-coreana e cerca de cinco vezes o recorde anterior, de 2020.
Segundo comunicado, o valor total do retorno aos acionistas deve variar entre 90 trilhões e 110 trilhões de wons (US$ 65 bi a US$ 80 bi), com o valor final dependendo do desempenho do negócio, das necessidades de investimento e do fluxo de caixa ao longo do ano.
Do pacote, 15 trilhões de wons (aproximadamente US 10 bilhões) serão usados para recomprar ações próprias entre segunda-feira, 24 de agosto, e 21 de novembro para, de acordo com a empresa, distribuir como remuneração aos funcionários.
No terceiro trimestre, a companhia ainda deve pagar cerca de 30 trilhões de wons em dividendos em dinheiro (US$ 20 bilhões) . Já a fatia do quarto trimestre — que pode vir como mais dividendos, nova recompra ou cancelamento de ações — só será definida na reunião do conselho em janeiro de 2027, depois de fechado o resultado anual.
O anúncio integra um compromisso assumido em 2024 de devolver aos acionistas metade do fluxo de caixa livre gerado no triênio 2024-2026, que deve somar entre 120 trulhões e 140 trilhões de wons no período (entre US$ 86 bilhões e US$ 101 bilhões).
A Samsung não está sozinha nesse movimento. Dias antes, a rival sul-coreana SK Hynix anunciou recompra de 40 trilhões de wons (US$ 29 bi) e o compromisso de devolver mais da metade do fluxo de caixa livre gerado entre 2025 e 2027.
O tamanho dos pacotes também é uma resposta a um mercado que começa a duvidar da duração desse ciclo. Desde as máximas de junho, as ações da Samsung e da SK Hynix caíram 22% e 41%, respectivamente — ainda que acumulem alta de cerca de 270% e 577% em 12 meses, em wons, na bolsa de Seul. Nos balanços, no entanto, as empresas seguem entregando forte crescimento.
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No primeiro semestre, o lucro operacional da SK Hynix quintuplicou na comparação anual, para cerca de US$ 70 bi. Juntas, Samsung e SK Hynix devem somar mais de US$ 400 bi em lucro operacional este ano, segundo estimativas de analistas — os números trimestrais da própria Samsung mostram de onde vem boa parte desse salto.
Somente no segundo trimestre, a receita consolidada da Samsung foi de 171,5 trilhões de wons (cerca de US$ 124,3 bi) — alta de 130% na comparação anual —, com lucro operacional saltando 1.814% para 89,5 trilhões de wons (US$ 64,9 bi).
O motor desse resultado tem sido a divisão de semicondutores, que sozinha faturou 127,5 trilhões de wons (US$ 92,4 bi) no segundo trimestre, com margem operacional de 70%, puxada pela demanda por memória para servidores de IA. A empresa bateu recorde histórico de vendas de bits de DRAM e NAND e foi a primeira do setor a enviar amostras a clientes-chave de sua próxima geração de chips de memória usados em GPUs de IA.
Para o segundo semestre, a Samsung projeta demanda ainda mais forte de memória para servidores, impulsionada pela expansão da infraestrutura de IA e pela adoção crescente de agentes de IA.
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