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JBS atrai US$ 2,5 bilhões de fundo soberano da Indonésia em aposta no Sudeste Asiático

Por Redação 07 de agosto de 2026 6 min de leitura


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A JBS firmou uma parceria com o Danantara Investment Management, do fundo soberano da Indonésia, para um aporte inicial de US$ 2,5 bilhões em troca de 25% das operações da empresa na Austrália e Nova Zelândia. O acordo pode totalizar até US$ 5 bilhões, incluindo a possibilidade de captação adicional.

A Austrália é vista como um pilar estratégico para a diversificação geográfica da JBS, que busca expandir sua presença no Sudeste Asiático, uma região com 745 milhões de habitantes e crescente demanda por proteína.

O CEO Gilberto Tomazoni destacou que a parceria fortalece a capacidade de investimento e a presença da JBS na Indonésia. A empresa, que registrou receita recorde de US$ 86,2 bilhões em 2025, também investe em sustentabilidade e projetos de biometano. A transação aguarda aprovações regulatórias na Austrália.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A JBS acaba de dar mais um passo em sua estratégia de expansão global. A companhia firmou uma parceria estratégica com o Danantara Investment Management, braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia, em uma transação que pode movimentar até US$ 5 bilhões.

O acordo prevê um aporte inicial de US$ 2,5 bilhões em troca de 25% das operações da JBS na Austrália e Nova Zelândia, além da possibilidade de captar outros US$ 2,5 bilhões em financiamento, elevando o total de recursos para até US$ 5 bilhões.

O movimento reforça a Austrália como pilar central da diversificação geográfica da JBS. O país é considerado estratégico pela companhia, tanto pela posição exportadora quanto pelo papel de equilíbrio nos resultados globais.

A ideia é usar essa base como plataforma para acelerar a expansão em mercados do Sudeste Asiático, região que reúne cerca de 745 milhões de habitantes, segundo dados da ASEAN, e que combina escala populacional, urbanização e aumento da renda.

Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, destacou que a parceria com o Danantara fortalece a capacidade de investimento da empresa e abre espaço para ampliar a presença na Indonésia e em outros mercados da região.  “Estamos construindo uma plataforma mais forte para capturar o crescimento de longo prazo do consumo global de proteína”, afirmou Tomazoni, em nota.

O pano de fundo é o crescimento estrutural da demanda mundial por proteína. Projeções da OCDE e da FAO indicam que até 2034 o consumo global de carnes deve avançar 21% no frango, 16% na ovina, 13% na bovina e 5% na suína. A Indonésia, além disso, é um mercado-chave para alimentos halal, segmento avaliado em US$ 1,43 trilhão em 2023 e que deve chegar a US$ 1,94 trilhão até 2028, segundo a consultoria DinarStandard.

O anúncio vem em um momento de resultados sólidos para a companhia. Em 2025, a JBS registrou receita recorde de US$ 86,2 bilhões, com lucro líquido de US$ 2 bilhões e margem EBITDA de 7,9%. No primeiro trimestre de 2026, o lucro foi de US$ 221 milhões, com receita de US$ 21,6 bilhões, alta de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 22,1%, reforçando a disciplina financeira e a eficiência operacional.

Maior empresa de proteína animal do mundo, a JBS vem apostando em uma estratégia multiproteína e multigeográfica, com marcas como Seara, Friboi e Pilgrim’s Pride. Além da expansão internacional, a companhia tem investido em projetos de biometano e redução de combustíveis fósseis, alinhando-se às demandas crescentes de sustentabilidade e à agenda ESG.

A transação ainda depende de aprovações regulatórias na Austrália. O Danantara está sendo assessorado por PwC, BCG, A&O Shearman e Barrenjoey.  A JBS conta com assessoria da EY, De Brauw Blackstone Westbroek N.V. (Holanda) e MinterEllison (Austrália).

Diversificação geográfica

A operação com o fundo soberano da Indonésia segue o mesmo modelo que a JBS vem adotando em outras regiões estratégicas, sobretudo no Oriente Médio, onde a companhia tem avançado em parcerias com grupos estrangeiros para produção local e acesso a mercados de proteína em crescimento.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, a JBS anunciou um investimento de US$ 150 milhões (cerca de R$ 780 milhões) na criação de um “hub multiproteínas de exportação” em Omã, na Península Arábica, em parceria com a Oman Food Company (OFC), braço de investimentos em alimentos e agronegócio da Oman Investment Authority (OIA).

Na ocasião, parte dos recursos foi destinada à aquisição de uma participação de 80% em uma holding de alimentos recém-criada pela OFC, que manteve os demais 20% do negócio, agora uma joint venture com a JBS. A holding reúne dois ativos produtivos no país árabe: uma unidade para processamento de aves e outra planta para abate e corte de carnes de bovinos e cordeiros.

O projeto, que deve gerar cerca de 3 mil empregos diretos, foi desenhado para atender ao mercado halal e à estratégia de segurança alimentar do Sultanato de Omã, batizada de Visão 2040. O movimento em Omã fez parte de uma sequência de investimentos da JBS na região.

Pouco mais de duas semanas antes, a companhia havia inaugurado uma planta em Jedá, na Arábia Saudita, com foco em produtos de maior valor agregado sob a marca Seara, além de anunciar um investimento adicional de US$ 85 milhões (R$ 445 milhões) para expansão.

A JBS também já opera fábricas da Seara em Dammam, na Arábia Saudita, e em Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. “O nosso momento aqui é construir uma plataforma muito competitiva para poder conquistar a preferência dos consumidores na região e para exportação para todo o mercado halal”, disse Tomazoni na ocasião, reforçando a estratégia de diversificação geográfica e de proximidade com mercados consumidores estratégicos.

(Com informações do AgFeed)



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Redação

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