Últimas
Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil Bem-vindo ao FranquiaNews O portal das franquias do Brasil
IBOVESPA 128.450 ▲ +1,2%
USD/BRL 5,12 ▼ -0,3%
TAXA SELIC 10,5%
ABF INDEX 1.847 ▲ +2,1%
Gestão

Cristália tem fábrica aprovada pela Anvisa para produzir sua versão do Ozempic

Por Redação 16 de junho de 2026 6 min de leitura


Ler o resumo da matéria

A Anvisa aprovou a fábrica da Cristália, que produzirá sua versão da caneta emagrecedora à base de semaglutida, em parceria com a farmacêutica chinesa Livzon.

A expectativa é que o registro da caneta seja aprovado até agosto, permitindo sua chegada às farmácias no quarto trimestre de 2026.

A Cristália planeja transferir a tecnologia para produção no Brasil até 2028, após a conclusão de obras em sua fábrica em Itapira, com investimentos de R$ 450 milhões, sendo R$ 80 milhões apenas para a semaglutida.

A entrada da Cristália no mercado ocorre após a expiração da patente do Ozempic, e a empresa busca competir em preço e disponibilidade.

A EMS já lançou sua caneta emagrecedora, e a previsão é de um crescimento de 50% no mercado de canetas emagrecedoras no Brasil até o fim do ano, alcançando R$ 15,6 bilhões.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a fábrica em que a farmacêutica Cristália irá produzir sua versão da caneta emagrecedora à base da semaglutida.

Técnicos da agência estiveram na província chinesa de Guangdong para liberar o parque fabril da farmacêutica Livzon, uma farmacêutica que já obteve o registro na China e que também submeteu análise na comunidade europeia.

O plano da Cristália é que, a partir desta emissão do certificado de boas práticas de fabricação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), a Anvisa consiga dar o aval para sua cópia do Ozempic em até 60 dias, o que significaria obter a licença em meados de agosto.

“Nosso pedido está andando na Anvisa e respondemos todas as solicitações. Os técnicos aprovaram sem ressalvas a fábrica na China, o que é um passo importante para que a gente possa entrar neste mercado”, diz Rogério Almeida, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Cristália, em entrevista ao NeoFeed.

Segundo Almeida, caso a tramitação siga sem nenhuma ressalva, a perspectiva é que a caneta emagrecedora da Cristália chegue às farmácias no quarto trimestre deste ano. Ainda que seja produzida na China, a marca da farmacêutica brasileira estará na caixa da semaglutida.

O vice-presidente explicou que a companhia fez o pedido à Anvisa no ano passado, quando a agência reguladora publicou um edital para análise prioritária dos registros das canetas, “furando a fila” de solicitações de outros medicamentos.

O plano divulgado à época pela Anvisa era de justamente garantir a ampliação deste mercado, democratizar o acesso e impedir a falta destes produtos nas redes varejistas.

A patente da semaglutida acabou no Brasil no dia 20 de março, quando expirou a exclusividade da dinamarquesa Novo Nordisk, dona do Ozempic e do Wegovy. Desde então, a corrida para aprovação de novas versões foi acelerada.

Com a possível entrada da caneta da Cristália no mercado ainda neste ano, o objetivo é de que, a partir da parceria com a farmacêutica chinesa, a companhia brasileira faça a transferência de tecnologia para produção da semaglutida no Brasil.

Mas isso só deve ocorrer a partir de 2028, quando a empresa conclui a extensão de um anexo de biotecnologia à sua fábrica principal, em Itapira, no interior de São Paulo. As obras já estão em andamento e terminam no fim do ano que vem.

Ao todo, os investimentos serão de cerca de R$ 450 milhões, e que envolvem vários medicamentos. Somente com a linha de produção da semaglutida, serão investidos cerca de R$ 80 milhões.

“A gente buscou um parceiro que já tinha iniciado o desenvolvimento lá fora. Se a gente fosse começar a fazer o desenvolvimento no Brasil, perderíamos o timing de submissão do registro à Anvisa”, explica o VP da Cristália.

Na China, a Livzon deverá começar a produzir sua versão local da semaglutida em 2027. Isso significa que, a depender do ritmo da Anvisa e a confirmação da aprovação ainda neste ano, a Cristália pode ser a primeira a distribuir no mundo o produto da fábrica asiática.

Almeida afirma que a companhia decidiu fazer uma revisão do plano estratégico de volume e de precificação da caneta emagrecedora da Cristália, que deve ser concluído nas próximas semanas.

Segundo apurou o NeoFeed com fontes do mercado farmacêutico, as indústrias, ainda que esperassem uma ação forte da EMS em sua entrada na semaglutida, acabaram se surpreendendo com o preço agressivo que a empresa da família Sanchez adotou inicialmente, com o valor da caixa abaixo de R$ 500, chegando a menos de R$ 300 no plano de três meses.

“A lógica do mercado mudou. O que a gente pretende é entrar no mercado brasileiro de uma forma competitiva, em termos de preço e de quantidade disponível nas farmácias. A empresa quer uma fatia importante do mercado”, afirma Almeida.

O Ozivy, da EMS, chegou às farmácias nesta segunda-feira, 15 de junho. A Anvisa aprovou o registro da farmacêutica no fim de maio. A tendência, agora, é que a próxima seja a da Àvita Care, que vai trazer a caneta da europeia Adalvo e repassar a comercialização no Brasil para a Sandoz.

De qualquer forma, o mercado enxergou como natural a entrada rápida no mercado da EMS e a aprovação em primeiro lugar da Anvisa pelo fato de a companhia já ter antecipado seu ciclo de investimento na fabricação desta linha de produtos, antes mesmo da expiração da patente.

Em agosto, a farmacêutica liderada por Carlos Sanchez lançou a caneta emagrecedora à base de liraglutida Olire e Lirux. A patente do Saxenda e Victoza, também da Novo Nordisk, expirou no fim de 2024.

Com os novos players, a tendência é de ampliação do mercado de canetas emagrecedoras no Brasil. A previsão é de crescer 50% neste ano sobre o resultado de 2025 e chegar ao volume de R$ 15,6 bilhões em 2026, somando todas as canetas, como a liraglutida, a semaglutida e tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, da americana Eli Lilly, cuja patente só expira no Brasil em 2032.



Fonte Link

Redação

Veja também

Deixe um comentário

R$ 260bi Faturamento do Setor
180.000+ Unidades Ativas
3.200+ Marcas Franqueadoras
1.3M Empregos Diretos