Em mais um passo de seu plano de desalancagem, Cosan encaminha venda de Porto de São Luís por R$ 300 milhões
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A Cosan anunciou a venda de sua participação no Terminal de Uso Privado Porto São Luís por R$ 300 milhões, como parte de um plano de desinvestimento para reduzir seu endividamento.
A proposta inclui um período de exclusividade para a negociação e um potencial earn-out de R$ 50 milhões por novos berços a serem instalados até 2035.
A empresa, que possui uma dívida líquida de R$ 11,5 bilhões, promoveu também o IPO da Compass e considera vender sua participação na Rumo.
Além disso, a Cosan planeja se desfazer de sua participação na Raízen, após a reestruturação da dívida da joint venture com a Shell.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Cosan anunciou na quinta-feira à noite, 13 de agosto, um acordo para encaminhar a venda de sua participação no Terminal de Uso Privado Porto São Luís (TUP São Luís), alinhado ao plano de desinvestimento de ativos para lidar com alto endividamento.
Em fato relevante, a holding informou que formalizou uma carta de intenções, apresentada por terceiro, não identificado pela companhia, para vender a totalidade de sua participação no terminal por R$ 300 milhões. A proposta prevê um período de exclusividade para a negociação e celebração dos documentos definitivos, cujos prazos não foram revelados.
A oferta prevê ainda que a Cosan poderá fazer jus a um earn-out para potenciais novos berços (área específica à margem de um cais ou porto onde os navios param para realizar operações de carga e descarga) a serem implantados no TUP São Luís até 2035, no valor indicativo de R$ 50 milhões por berço instalado.
A venda do TUP São Luís está inserida dentro da estratégia da Cosan de vender ativos e reduzir participação em empresas para aliviar sua estrutura de capital, após a capitalização de mais de R$ 10 bilhões feita por BTG Pactual, Perfin e o family office Aguassanta, de Rubens Ometto, no ano passado.
A controladora de Rumo, Compass e Moove fechou o primeiro trimestre com uma dívida líquida expandida de R$ 11,5 bilhões, um aumento de 18% frente ao trimestre imediatamente anterior, mas queda de 34% em relação ao mesmo período de 2025.
Em maio, a Cosan listou a Compass na Bolsa, numa operação integralmente secundária que levantou mais de R$ 3 bilhões, com parte dos recursos indo ao caixa da holding e o restante para outros acionistas da companhia de gás, como Bradesco Seguros e Atmos Capital. Considerando o lote adicional, a companhia receberia cerca de R$ 2,5 bilhões em caixa.
No mês seguinte, a Cosan informou que considerava vender uma participação na empresa de logística Rumo, também como forma de levantar recursos.
Outro ativo que a Cosan deve se desfazer é a Raízen. Diante do fato de que terá uma participação minoritária na companhia de distribuição de combustíveis, produção de etanol, açúcar e energia renovável, após a reestruturação da dívida da joint venture que possui com a Shell, a holding já está planejando sua saída do capital da empresa.
“Considerando que vai ser uma participação reduzida [após a reestruturação da dívida], que [a Cosan] não fará parte de um acordo de acionistas, esse deixará de ser um investimento relevante para a Cosan, que a gente, sim, vai buscar liquidez em algum momento”, disse Marcelo Martins, CEO da Cosan, na teleconferência de resultados do primeiro trimestre.
As ações da Cosan fecharam o pregão de quinta-feira com alta de 3,43%, a R$ 3,32. No ano, os papéis acumulam queda de 36,7%, levando o valor de mercado a R$ 13,2 bilhões.