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PicPay supera guidance, alcança 70 milhões de clientes e avança na diversificação

Por Redação 24 de agosto de 2026 5 min de leitura


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O PicPay encerrou o segundo trimestre de 2026 com 70,4 milhões de clientes, um aumento de 10% em um ano. A receita média por cliente ativo atingiu R$ 92, com um crescimento de 52% em relação ao ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 4,1 bilhões, um avanço de 67%, e o lucro líquido ajustado subiu 135%, alcançando R$ 283 milhões.

A diversificação de produtos, que representa 71% das receitas, e a aquisição da Kovr foram estratégias-chave para reduzir a exposição ao risco de crédito. A carteira de crédito cresceu para R$ 31,9 bilhões, com 55% em produtos garantidos. Apesar do aumento na inadimplência, a empresa acredita que isso reflete a maturação da carteira.

Para o terceiro trimestre, o PicPay projeta uma carteira de crédito de R$ 34,7 bilhões e um lucro líquido ajustado de R$ 265 milhões. A ação PICS, negociada na Nasdaq, caiu 42,6% no ano, com valor de mercado de US$ 1,4 bilhão.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O PicPay encerrou o segundo trimestre de 2026 com 70,4 milhões de clientes, alta de 10% em um ano. Mais do que ampliar essa base de usuários, o banco aposta na diversificação de produtos para aumentar a movimentação financeira dentro da plataforma e elevar a rentabilidade.

“Claro que queremos continuar ampliando o número de clientes. Mas, ao mesmo tempo, a grande alavanca de crescimento vem muito mais do uso cada vez maior do PicPay pelos usuários”, afirma o CEO Eduardo Chedid ao NeoFeed.

A receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu R$ 92 no trimestre. O indicador cresceu 52% em um ano, acima dos 10% registrados pela base de clientes, e passou a equivaler a mais de quatro vezes o custo de servir, de R$ 21,30.

“É isso que faz com que a rentabilidade da empresa e também o índice de eficiência sejam cada vez melhores”, acrescenta Chedid.

A receita líquida do PicPay somou R$ 4,1 bilhões, avanço anual de 67%. Já o lucro líquido ajustado subiu 135%, para R$ 283 milhões, superando o guidance de aproximadamente R$ 245 milhões apresentado no balanço do primeiro trimestre.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado ficou em 20,2%. O lucro antes de impostos ajustado (Ebt, na sigla em inglês) somou R$ 291 milhões, alta anual de 174% e acima da projeção de aproximadamente R$ 285 milhões.

Segundo Chedid, a diversificação deixa o PicPay relativamente menos exposto em um cenário de maior inadimplência. As receitas provenientes de produtos sem risco de crédito ou de baixo risco cresceram 81% em relação ao mesmo período do ano anterior e passaram a representar 71% do total.

Na comparação anual, as receitas não relacionadas a crédito, como carteira digital, adquirência, seguros e float, avançaram 57%, para R$ 1,9 bilhão. Já as provenientes de produtos de crédito com garantia aumentaram 158%.

A estratégia de diversificação também avançou com a conclusão da aquisição da Kovr, após aprovação regulatória, e o reforço da oferta para empreendedores e pequenas empresas, com gestão integrada das contas PF e PJ, cartão, maquininha e soluções de capital de giro – a seguradora foi rebatizada de KEV.

“Não é que a gente não esteja exposto, mas, proporcionalmente, talvez estejamos menos expostos do que a média do mercado”, diz o CEO.

Ao fim do segundo trimestre, a carteira de crédito somava R$ 31,9 bilhões, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Produtos garantidos ou parcialmente garantidos, como consignado público e privado, antecipação do FGTS e cartões com limite garantido, representavam 55% desse total.

A parcela da carteira com atrasos superiores a 90 dias (NPL) passou de 8,9% no primeiro trimestre para 9,8% no segundo. O custo de risco também aumentou, de 3,7% para 3,9%, encerrando o período no teto do intervalo projetado pelo banco.

O PicPay atribui os indicadores à maturação de safras anteriores, a efeitos sazonais e à estratégia de assumir risco incremental para acelerar o crescimento. Segundo a instituição, 86% do crescimento da carteira de crédito no trimestre veio de produtos de menor risco e de cartões concedidos a clientes com relacionamento mais consolidado na plataforma.

“A dinâmica que observamos nos indicadores é um reflexo do amadurecimento natural da nossa carteira e não uma piora na qualidade das novas concessões. Crescemos com disciplina, uma carteira mais resiliente e rentabilidade consistente”, afirma André Cazotto, CFO do PicPay.

O que vem pela frente

Cazotto, que assumiu recentemente a cadeira de CFO, já atuava como diretor de relações com investidores. No novo cargo, colocou entre suas prioridades sustentar o crescimento do crédito e de outros serviços financeiros, com uma alocação disciplinada de capital. “A principal agenda é manter esse ritmo de eficiência”, disse o executivo.

No crédito, a estratégia é ampliar a carteira de forma equilibrada, com produtos colateralizados e uma gestão cautelosa do risco.

Para o terceiro trimestre, o PicPay projeta uma carteira de crédito de aproximadamente R$ 34,7 bilhões e receitas gerenciais de R$ 4,04 bilhões, excluídas as receitas com derivativos e hedge accounting.

O guidance prevê ainda Ebit ajustado de cerca de R$ 378 milhões, lucro líquido ajustado de R$ 265 milhões e custo de risco entre 3,9% e 4,1%.

No ano, a ação PICS, negociada na Nasdaq, acumula queda de 42,6%. O valor de mercado do banco digital é de US$ 1,4 bilhão.



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Redação

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