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Doutor Maravilha: conheça o médico mineiro que virou o ‘super-herói’ da saúde LGBT nas redes

Por Redação 17 de maio de 2026 2 min de leitura


Natural de Ijaci, no interior de Minas Gerais, o médico iniciou sua trajetória na infectologia em 2014, mas foi no ano seguinte que percebeu a necessidade de expandir sua voz para além dos consultórios. Ao atuar nos ambulatórios de saúde sexual e prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Borges identificou um distanciamento entre a medicina e a realidade dos pacientes. “Vi que existia um grande abismo entre o que era falado no consultório e o que as pessoas faziam no dia a dia, na prática, principalmente nessa questão de saúde sexual”, explica.

Ele relata que notou que o estigma e o medo do julgamento, agravados pela LGBTfobia presente nos espaços de saúde, impediam que homens gays e mulheres trans se sentissem seguros para relatar suas vivências. Para enfrentar essa barreira, ele criou, em fevereiro de 2015, o Doutor Maravilha, um projeto que une ciência e representatividade. A persona foi inspirada no conceito de super-herói.

“Um dos meus primeiros virais foi no Facebook. Um vídeo no qual falava abertamente que sou gay e como isso impacta nos meus atendimentos, gerando um lugar de identificação com o meu público. A partir disso, o paciente se abre mais, fala também sobre a sua orientação sexual, identidade de gênero”, afirma.

Apesar do sucesso digital, Borges reforça que sua prioridade permanece na assistência médica. “Eu sou um médico que produz vídeos, nunca vou deixar a clínica de lado. Eu atendo no consultório de segunda a quinta, e sexta atendo na minha nova área, que é a geriatria”, ressalta. Segundo ele, o foco na geriatria responde a uma demanda emergente: o envelhecimento da população LGBT.

Para o infectologista, o combate à LGBTfobia na saúde é uma questão de urgência pública, especialmente em um país que ainda registra cerca de 10 mil mortes anuais por AIDS, algo que ele considera inaceitável para uma doença tratável. Ele defende que o preconceito técnico é tão danoso quanto a agressão verbal. “A LGBTfobia não é só você falar, xingar. É também não dar acolhimento, não se atualizar”, alerta.



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Redação

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